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Marinho cita Ulysses Guimarães em crítica ao Congresso Nacional

Ministro do Trabalho disse nesta segunda-feira (24), em agenda em Rio Grande da Serra, que o atual ‘Parlamento é uma tragédia’ e responsabiliza eleitores

24/11/2025 | 22:57
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FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O deputado federal licenciado e ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), criticou o Congresso Nacional durante agenda realizada nesta segunda-feira (24) em Rio Grande da Serra. “Nosso Parlamento é uma tragédia”, afirmou. O petista citou o ex-presidente da Câmara Federal Ulysses Guimarães (MDB) – que comandou a Casa de 1956 a 1958 e entre 1985 e 1989, e morreu em 1992 – ao relembrar a célebre frase dita ao final da Assembleia Nacional Constituinte, em 1988: “Se você acha esse ruim, espere o próximo.”

A declaração feita há 37 anos, segundo Marinho, é adequada ao atual momento da política brasileira. A Câmara e o Senado Federal estão permeados de congressistas influencers. “Há muita encenação e representação”, frisou.

O ministro citou nominalmente entre os parlamentares que gravam vídeos com cortes de declarações e confusões para as redes sociais, o deputado Lenildo Mendes dos Santos Sertão, o Delegado Caveira (PL-PA). “Ele chega para o cafezinho e conversa com você normalmente. Parece uma pessoa normal, mas na hora que vai falar (em plenário) fecha a cara, coloca os óculos escuros e fala bravo, xingando, maltratando, provocando e agredindo. Termina a fala, vai embora e nem espera as respostas. Esse é o nível do nosso parlamento hoje”, pontuou.

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Marinho afirmou que a baixa qualidade do Congresso é reflexo da sociedade. “Quem elege não é o Espírito Santo, Somos nós. Então, se o Parlamento é ruim a culpa é de quem? Cada um de nós temos uma parcela de responsabilidade nesse processo”, destacou. 

O ministro, que foi prefeito de São Bernardo por dois mandatos consecutivos, entre 2009 e 2016, e já se coloca como candidato à reeleição para deputado federal, pediu aos funcionários de uma empresa de peças e soluções em sistemas mecânicos para o setor automotivo que iniciem um processo de convencimento entre amigos e familiares, a fim de promover uma mudança de pensamento na escolha de deputados e senadores.

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“Duvido que cada um de nós não tenha um amigo, um parente, que pensa coisa esquisita (ideias conservadoras) para dialogar. Temos a obrigação de olhar e mudar nosso País a partir de onde pisamos”, afirmou.

ATAQUES A BOLSONARO

Marinho, sem citar nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado na trama golpista e preso por tentar violar a tornozeleira eletrônica, disse que o adversário político do atual governo é responsável pelas mais de 700 mil mortes por covid-19 ao boicotar a vacina, ser negacionista e tomar o imunizante escondido. “Um gesto cruel". O ministro ainda afirmou que “todos conhecem as estripulias do nosso ex-presidente”.

O petista, seguindo a recomendação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), evitou dar declarações polêmicas com relação à prisão do liberal. “Não comento decisão do judiciário. Decisão da Justiça, cumpre-se”, disse Marinho. 

Bolsonaro foi preso no sábado (22) após tentar violar a tornozeleira eletrônica com um ferro de solda. A decisão para que o liberal fosse levado à cela da superintendência da PF (Polícia Federal) de Brasília foi assinada pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes. 

No domingo (23), durante a audiência de custódia o ex-presidente admitiu ter tentado violar o equipamento de monitoramento, mas justificou que o fato ocorreu durante surto psicótico por uso de medicamentos. A Justiça não acatou os argumentos da defesa e manteve a prisão preventiva. 

As declarações foram feitas por Marinho durante o lançamento da Escola do Trabalhador 4.0 – iniciativa do governo federal para a qualificação profissional – na Ausus Automotive Systems do Brasil, em Rio Grande da Serra. 

“Nosso compromisso é fazer com que a educação chegue em todos os cantos da cidade, e essa parceria com o governo federal é fundamental para isso”, afirmou o prefeito Akira Auriani (PSB).




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