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Cidades da região destinam R$ 340 mi para promover políticas sociais em 2025

Apesar do montante investido pelas prefeituras, os sete municípios contabilizam 131.566 famílias em situação de pobreza

22/11/2025 | 19:53
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


As sete cidades do Grande ABC investiram R$ 340,09 milhões em políticas sociais em 2025, segundo as LOAs (Leis Orçamentárias Anuais). Apesar do montante aportado, a região convive com um contingente significativo de vulnerabilidade: 131.566 famílias estão registradas no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal) como vivendo em situação de pobreza, antes mesmo da inclusão de benefícios assistenciais. Para fins de programas sociais, como o Bolsa Família, a linha de pobreza administrativa é definida por uma renda familiar per capita mensal por pessoa de até R$ 218.

Segundo dados informados pela Prefeitura, São Bernardo destinou R$ 74 milhões para a área social este ano. A cidade registra 36.891 famílias em situação de pobreza, sendo que 2% da população vive com renda inferior a meio salário mínimo por mês. Cerca de 250 pessoas são atendidas mensalmente pelos serviços para população em situação de rua.

De acordo com dados do CadÚnico, Santo André tem 39.084 famílias vivendo em condição de pobreza. O governo municipal informou que destinou R$ 71 milhões para o combate à vulnerabilidade social. Segundo a Prefeitura, ao menos 16% dos moradores têm renda per capita de até meio salário mínimo e há 99.201 pessoas vivendo em favelas ou comunidades urbanas na cidade (dados do Censo de 2022). O município registra 731 pessoas em situação de rua, segundo a administração municipal.

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Diadema informou que destinou R$ 41 milhões à assistência social este ano. A cidade tem 24.899 núcleos familiares em situação de pobreza e 16,5% das famílias vivem com menos de meio salário mínimo (dados de 2025). Cerca de 300 pessoas estão em situação de rua. Nos assentamentos precários, o município soma 27.687 famílias, cerca de 75 mil pessoas, segundo informações da administração municipal.

Mauá investiu R$ 39,04 milhões na área social, segundo a LOA 2025, e contabiliza 19.790 famílias em situação de pobreza, conforme dados do Cadastro Único. A Prefeitura informou que município possui 60 favelas ou comunidades urbanas, onde residem 115.251 habitantes – 27,5% da população geral. “Destacam-se nesse recorte as duas maiores favelas do município, a do Chafick e a do Jardim Oratório, sendo, respectivamente, a 19ª e a 20ª maiores do Brasil, com 26.835 e 26.046 habitantes, segundo dados do Censo 2022”, afirmou o governo mauaense. 

Com o maior orçamento da região, R$ 96,1 milhões, São Caetano registra 2.331 famílias em situação de pobreza, o menor índice entre as sete cidades. Ribeirão Pires destinou R$ 11,75 milhões à assistência social em 2025. A cidade tem 4.549 famílias vivendo em situação de pobreza, segundo o CadÚnico. Já Rio Grande da Serra aplicou R$ 7,17 milhões no combate à vulnerabilidade social e conta com 3.922 famílias em situação de pobreza.

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