Limpeza urbana Santo André, São Bernardo e Diadema recolhem na média mensal 41,8 toneladas de resíduos descartados que são levados a aterros sanitários da região
FOTO: André Henriques/DGABC

Três das sete cidades do Grande ABC aportam mensalmente, em média, R$ 33,7 milhões para coleta, tratamento e destinação de resíduos sólidos. Todo o lixo descartado em Santo André, São Bernardo e Diadema – exceto o reciclável quando devidamente separado e acondicionado –, é levado a aterros sanitários na própria região. As prefeituras estimam que são recolhidas 41,8 toneladas de lixo por mês. Os demais municípios não informaram o quanto gastam com o serviço.
Com 409,5 quilômetros quadrados de extensão territorial, São Bernardo é o maior município entre os sete que compõem o Grande ABC. A cidade também lidera em número de habitantes, com uma população de 841.154 pessoas. Atualmente, São Bernardo coleta cerca de 23,5 toneladas de lixo por mês, ao custo médio de R$ 13,2 milhões a cada período de 30 dias.
Segundo a Prefeitura, o montante contempla atividades como a coleta de resíduos domiciliares, de feiras livres e varrição de vias públicas, incluindo o atendimento a comunidades e áreas de difícil acesso, além do tratamento e a destinação final dos resíduos comuns. O serviço de coleta ocorre de forma diária ou alternada – até três vezes por semana–, conforme a região.
Em Santo André, segunda maior cidade do Grande ABC tanto em extensão territorial, com 174,8 km², quanto em população, com 782.048 habitantes, a coleta de lixo úmido, aquele que não é reciclável e é gerado por residências e comércios, soma cerca de 700 toneladas por dia.
Considerando que a coleta acontece três vezes por semana, exceto nos bairros Casa Branca e Centro, atendidos pelo serviço de segunda a sábado, de acordo com o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), autarquia municipal, são 9,1 toneladas recolhidas por mês, ao custo médio de R$ 13 milhões em um período de 30 dias.
Diadema, município com alto adensamento populacional, 403.579 pessoas divididas por 30,6 quilômetros quadrados, empenha R$ 7,5 milhões por mês para custear o serviço de coleta, tratamento e destinação de 9,2 mil toneladas de resíduos.
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Assim como as demais cidades, a Prefeitura de Diadema explicou que a coleta acontece três vezes por semana – segundas, quartas e sextas, ou terças, quintas e sábados.
São Bernardo e Diadema realizam o transbordo do lixo coletado para aterro em Mauá. Santo André tem área própria no Parque Gerassi.
Os dados populacionais são baseados em estimativas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A cidade de Rio Grande da Serrra informou que recolhe das ruas 743 toneladas por mês de lixo, mas não detalhou quanto aplica no custeio do serviço e qual o local de destinação. São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires, não responderam as questionamento da reportagem.
RECICLÁVEIS
Segundo o Semasa, em Santo André, na média são recolhidos porta a porta, 140 toneladas de recicláveis por mês. A autarquia também mantém 30 ecopontos espalhados pela cidade e programas que estimulam a troca, como o Moeda Verde, estão em funcionamento na cidade e reduzem o descarte irregular.
São Bernardo coleta de material reciclável 9,2 toneladas por mês e Diadema, 45 toneladas.
Os valores empenhados para custeio dos serviços levam em consideração quantidade de material coletado, distancia percorrida na cidade e até o aterro sanitário na destinação final.
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