Segurança Ao perceberem a vulnerabilidade do garoto, os agentes acionaram reforço pelo Centro de Controle Operacional
FOTO: Reprodução

A atuação da Guarda Civil Municipal de São Bernardo evitou uma tragédia na madrugada da última sexta-feira (14), após um menino autista, de 8 anos, não verbal, ser encontrado correndo sozinho no Viaduto José Gomes da Silva, na Vila São Pedro, uma via de intenso movimento. A ação foi divulgada pela Prefeitura nesta segunda-feira (17).
A criança foi vista pelos GCMs JB Paiva (1ª Classe) e Emerson José (3ª Classe) atravessando a Avenida Luiz Pequini, próximo ao Viaduto José Gomes da Silva, no Jardim Irajá — em meio aos carros, em situação de extremo risco.
Ao perceberem a vulnerabilidade do garoto, os agentes acionaram reforço pelo CCO (Centro de Controle Operacional). Chegaram para apoiar a ocorrência a GCM 3ª Classe Dayana, o Supervisor Eraldo, o Subinspetor Vaz, além dos guardas 3ª Classe Lucas Santos e 2ª Classe Estevão.
Sem conseguir informações sobre nome ou endereço, os guardas iniciaram uma busca por qualquer pista que pudesse levar à família. O menino carregava um celular, e após ganhar sua confiança, a GCM Dayana conseguiu acessar a agenda do aparelho. Foram feitas diversas ligações, todas sem resposta. Com o avanço da checagem, a equipe encontrou um possível contato que levou a um endereço residencial.
Antes de conduzir o menino, as viaturas seguiram até o imóvel para confirmar se realmente era a casa da família. Os responsáveis foram encontrados dormindo, sem saber que a criança havia saído sozinha durante a madrugada.
Caminhada de 4 km para garantir a segurança
Ao tentar levar o menino até a viatura, a equipe enfrentou um novo desafio: ele recusou entrar no veículo. Agitado e assustado, só aceitava seguir caminhando. Para garantir sua segurança, a GCM Dayana passou a acompanhá-lo a pé, enquanto outras viaturas faziam a escolta pelo trajeto de cerca de 4 km até a residência.
“Quando chegamos, ele estava muito nervoso, gritando e tentando correr para a rua. Meu foco foi fazê-lo se sentir seguro. Quando percebi que não entraria na viatura, entendi que precisava ir no ritmo dele. Cada passo foi um gesto de cuidado até garantir que chegasse em casa em paz”, relatou Dayana. Ela destacou o empenho de toda a equipe: “Fiquei muito feliz em poder ajudar. A sensação foi de dever cumprido.”
O comandante da GCM, Eduardo dos Santos, elogiou a condução da ocorrência. “Foi uma situação de risco real, em plena madrugada. A resposta dos guardas foi exemplar. A forma como identificaram o endereço, confirmaram a residência e caminharam quilômetros para proteger a criança demonstra o compromisso da corporação com quem mais precisa”, afirmou.
A criança foi devolvida à família em segurança.
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