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Vereador petista propõe fazer dinheiro com lixo


Flávia Braz
Do Diário do Grande ABC

17/04/2007 | 07:02


Explicações. A intenção do prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB), em antecipar para o próximo ano o pagamento da dívida de US$ 20 milhões referente à construção da rodoviária Nicolau Delic está sendo questionada pela bancada de oposição na Câmara.

O vereador Edgar Nóbrega (PT) protocolou documento requerendo informações sobre a atual situação do débito e questionando a necessidade de se quitar o montante antes do prazo previsto, em 2009.

“Não sei se vai ser bom para a cidade. Como economista preciso de mais dados para avaliar os benefícios disso. Até agora não houve nenhum argumento que garantisse isso”, argumenta o petista.

Segundo Auricchio, o débito, cujo pagamento se estende por 26 anos, custa semestralmente aos cofres públicos o equivalente a US$ 1, 3 milhão. Juros e taxas referentes ao empréstimo, explica o prefeito, são descontados mensalmente do FPM (Fundo de Participação de Municípios).

Caso estivesse ocupando a cadeira de prefeito, Nóbrega afirma que reverteria a importância para a criação de um amplo programa de coleta seletiva. “Primeiro é preciso gastar com a dívida social. Investiria em catadores, criaria um programa para que ninguém mais jogasse sequer um saquinho de leite fora. Faria dinheiro com o lixo da cidade”, diz.

As opiniões se dividem quando o assunto é o pagamento da dívida mais antiga do município. Enquanto integrantes da oposição avaliam a atitude do chefe do Executivo como possível ação eleitoreira, a base de sustentação sai em defesa de Auricchio e reputa a medida como um avanço para São Caetano.

“É problema do prefeito. Se ele acha que tem caixa para adiantar e sanar o problema, por que não? Se conseguirmos pagar tudo agora, sobrará dinheiro futuramente”, avalia Paulo Pinheiro (PTB).

Moacyr Rodrigues (PMDB)reitera os argumentos do colega de bancada. “Por que o prefeito faria isso, se ele mesmo ficará com menos caixa para outros investimentos? Se resolver pagar a dívida é porque tem condições.”

Se executado, o projeto, segundo Horácio Neto (Psol), poderá servir como currículo para a reeleição do chefe do Executivo em 2008. “Fica uma impressão de que isso pode ser usado como um pacote eleitoreiro. Se a administração quiser fazer disso uma bandeira eleitoral, acho equivocado.”

Antecipando-se à possibilidade de não aprovação de seu requerimento, Nóbrega pediu informações ao Ministério Público e ao Senado.



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Vereador petista propõe fazer dinheiro com lixo

Flávia Braz
Do Diário do Grande ABC

17/04/2007 | 07:02


Explicações. A intenção do prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior (PTB), em antecipar para o próximo ano o pagamento da dívida de US$ 20 milhões referente à construção da rodoviária Nicolau Delic está sendo questionada pela bancada de oposição na Câmara.

O vereador Edgar Nóbrega (PT) protocolou documento requerendo informações sobre a atual situação do débito e questionando a necessidade de se quitar o montante antes do prazo previsto, em 2009.

“Não sei se vai ser bom para a cidade. Como economista preciso de mais dados para avaliar os benefícios disso. Até agora não houve nenhum argumento que garantisse isso”, argumenta o petista.

Segundo Auricchio, o débito, cujo pagamento se estende por 26 anos, custa semestralmente aos cofres públicos o equivalente a US$ 1, 3 milhão. Juros e taxas referentes ao empréstimo, explica o prefeito, são descontados mensalmente do FPM (Fundo de Participação de Municípios).

Caso estivesse ocupando a cadeira de prefeito, Nóbrega afirma que reverteria a importância para a criação de um amplo programa de coleta seletiva. “Primeiro é preciso gastar com a dívida social. Investiria em catadores, criaria um programa para que ninguém mais jogasse sequer um saquinho de leite fora. Faria dinheiro com o lixo da cidade”, diz.

As opiniões se dividem quando o assunto é o pagamento da dívida mais antiga do município. Enquanto integrantes da oposição avaliam a atitude do chefe do Executivo como possível ação eleitoreira, a base de sustentação sai em defesa de Auricchio e reputa a medida como um avanço para São Caetano.

“É problema do prefeito. Se ele acha que tem caixa para adiantar e sanar o problema, por que não? Se conseguirmos pagar tudo agora, sobrará dinheiro futuramente”, avalia Paulo Pinheiro (PTB).

Moacyr Rodrigues (PMDB)reitera os argumentos do colega de bancada. “Por que o prefeito faria isso, se ele mesmo ficará com menos caixa para outros investimentos? Se resolver pagar a dívida é porque tem condições.”

Se executado, o projeto, segundo Horácio Neto (Psol), poderá servir como currículo para a reeleição do chefe do Executivo em 2008. “Fica uma impressão de que isso pode ser usado como um pacote eleitoreiro. Se a administração quiser fazer disso uma bandeira eleitoral, acho equivocado.”

Antecipando-se à possibilidade de não aprovação de seu requerimento, Nóbrega pediu informações ao Ministério Público e ao Senado.

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