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Ouro fecha em alta de 2% com expectativa de corte de juros e de fim do shutdown nos EUA

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o contrato de ouro para dezembro fechou em alta de 2,36%, a US$ 4.213,6 por onça-troy

12/11/2025 | 15:49
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FOTO: Pexels Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O ouro fechou em alta de 2% nesta quarta-feira, 12, sustentado por esperança de cortes de juros nos Estados Unidos e pela expectativa de reabertura do governo norte-americano após o Congresso avançar com o projeto orçamentário que pode encerrar a paralisação mais longa da história.

Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o contrato de ouro para dezembro fechou em alta de 2,36%, a US$ 4.213,6 por onça-troy, após renovar maior nível desde 21 de outubro durante a sessão.

A recuperação do acesso aos dados oficiais, interrompidos durante o shutdown, deve "trazer mais clareza para as decisões futuras de política monetária", avaliou Soojin Kim, do MUFG. O enfraquecimento do mercado de trabalho também reforçou as apostas em juros mais baixos, favorecendo o metal, que não oferece rendimento.

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"Os investidores acreditam que os dados mostrarão números econômicos mais fracos, o que levaria o Fed (Federal Reserve) a cortar as taxas de juros em dezembro", afirmou Jim Wyckoff, analista sênior da Kitco Metals.

O metal acumula valorização de cerca de 56% em 2025, apoiado em compras de bancos centrais e na busca por proteção diante das incertezas globais. Ainda assim, analistas têm destacado que o movimento recente não decorre de fuga do dólar.

"O rali dos metais preciosos não é uma saída do dólar, mas um sintoma de políticas fiscais profundamente desequilibradas, especialmente na zona do euro", avaliou Robin Brooks, ex-economista-chefe do IIF.

Em análise, Brooks também contestou a tese de que bancos centrais emergentes estariam liderando a alta do ouro. Segundo ele, "não há sinais de uma corrida ao ouro" e as compras seguem concentradas em poucos países, como Polônia e Índia, enquanto outros emergentes estão vendendo reservas. O avanço dos preços, disse, reflete sobretudo o interesse de investidores privados, típico de "bolhas anteriores".

*Com informações da Dow Jones Newswires




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