Setecidades Titulo Oposição

Grupo protesta em frente ao SindServ de Santo André

Manifestantes questionaram atuação do sindicato após processo disciplinar aberto contra servidora

Yuri Kumano
Especial para o Diário
06/11/2025 | 09:04
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 Um grupo de manifestantes se reuniu nesta quarta-feira (5) à tarde em frente à sede do SindServ (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais) de Santo André, localizada na Rua Catequese, no bairro Jardim. A principal motivação do protesto foi o processo disciplinar aberto contra Márcia Furquim de Campos, servidora pública com 27 anos de serviço na Prefeitura e associada ao sindicato há 25 anos.

A manifestação contou com o apoio do MLC (Movimento Luta de Classes), que denunciou a atitude da atual diretoria do sindicato, acusando-a de tentar silenciar servidores críticos à sua gestão. Segundo o MLC, a diretoria do SindServ tem agido de forma autoritária. 

Márcia Furquim, por sua vez, afirmou que desde as últimas eleições sindicais, realizadas em 2023, vem fazendo oposição à atual diretoria do sindicato, principalmente por considerar que a entidade não tem representado adequadamente os interesses da categoria. De acordo com ela, apesar da oposição ser exercida de forma organizada, em grupos de discussão e até mesmo em um espaço no WhatsApp com mais de 500 servidores, ela foi alvo de uma perseguição política. 

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"Hoje foi o julgamento, e em meio a isso, eles decidiram suspender meus direitos de associada por três meses, mas o objetivo principal deles é me tirar do processo eleitoral, porque o estatuto diz que qualquer associado ao sindicato que tiver um processo com o sindicato não pode concorrer às eleições, e as eleições são no próximo ano”, denunciou a servidora. 

“Fui acusada de falas racistas por um dos diretores, um absurdo, sem provas, inclusive eles tiraram o diretor da reunião, isso é importante, pois eles sabem que o diretor me acusou de um crime no sindicato, então além de me perseguir, além de abrir um processo injusto, ainda cometeram outro crime e não deixaram meus advogados entrar”, complementou.

O SindServ Santo André se manifestou dizendo que por ser um direito da associada, no sigilo do processo, não pode dar mais detalhes, e que em frente a sede do sindicato, onde aconteceram as manifestações, estavam pessoas ligadas a partidos políticos e demais envolvidos que não são associados do sindicato, portanto, a entrada não foi permitida.

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