Orçamento Projetos de leis orçamentárias enviados a 150 vereadores da região miram em aumento de 9% em comparação valores de 2025, superando inflação
FOTO: Celso Luiz/DGABC

Sete cidades do Grande ABC estimam receitas de até R$ 22 bilhões para 2026, conforme números apontados nos projetos de LOA (Lei Orçamentária Anual), nas mãos de 150 vereadores para apreciação até dezembro. Em paralelo a 2025, com montante esperado de R$ 20,2 bilhões, a região volta a apresentar crescimento nas finanças da máquina pública, desta vez em 9%, percentual superior à inflação de 5,17% medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), entre outubro de 2024 e setembro.
As prefeituras da região voltam a indicar um cenário econômico de crescimento, depois de um recuo das planilhas financeiras deste exercício. Em 2024, os sete municípios registraram planejamentos nas arrecadações na ordem de R$ 20,3 bilhões, previsões que recuaram em 0,52% no ano seguinte. Para 2026, seis cidades apontam nos projetos de leis tendência de ascensão nas receitas anuais, enquanto Rio Grande da Serra surge como exceção, ao atribuir uma projeção mais conservadora.
A maior fatia do bolo permanece com São Bernardo, com estimativa montada pelo governo do prefeito Marcelo Lima (Podemos) para arrecadar R$ 7,5 bilhões. A proposta em análise dos 28 vereadores propõe um crescimento financeiro de 12,82%, em comparação à planilha orçamentária de R$ 6,7 bilhões durante o primeiro ano do podemista frente ao Paço, mais que o dobro do percentual da inflação, no acumulado dos últimos 12 meses. Secretarias como Educação e Saúde alcançam cerca de R$ 1,5 bilhão cada, cifras superiores às finanças anuais de Ribeirão Pires, por exemplo.
Depois de lidar com um cenário econômico mais cauteloso, o prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira (PSDB) terá, em seu segundo ano de governo, uma proposta de arrecadação de R$ 5,6 bilhões. Neste ano, a estimativa ao erário é de R$ 5,2 bilhões, valores modestos em comparação a 2024, quando as quantias quase bateram R$ 5,6 bilhões. Por essa razão, o atual chefe do Executivo inicia, em 1º de janeiro de 2026, um cenário mais otimista por meio de uma estimativa de crescimento de 8,46% nas receitas.
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Terceira cidade em receita no Grande ABC, Diadema espera o ingresso de R$ 3 bilhões aos cofres municipais no próximo exercício. O panorama apresentado pela gestão do prefeito Taka Yamauchi (MDB) é um salto considerável, em meio ao caos propagado pelo Paço, acusando o antecessor José de Filippi Júnior (PT) de inflar as estimativas de rendimento em 2025, com cifras de R$ 2,9 bilhões. Desse total, o emedebista apontou que dos R$ 2,6 bilhões da administração direta, o orçamento real era de R$ 1,3 bilhão.
Outro exemplo de queda de braço entre o atual prefeito e o anterior vem de São Caetano, onde Tite Campanella (PL) acusa José Auricchio Júnior (PSD) de deixar como herança R$ 1,1 bilhão em dívidas consolidadas e flutuantes. Em 2025, o atual chefe do Executivo teve de lidar com os passivos em meio a um orçamento de R$ 2,6 bilhões. Segundo a LOA, enviada na última quinta-feira ao Parlamento, a próxima planilha financeira esperada é de R$ 2,7 bilhões, uma variação de 5,38%, praticamente no patamar da inflação.
Mauá, por sua vez, é a quinta entre as sete cidades do Grande ABC em estimativas de rendimento, mas a que apresentou a maior variação positiva de 2025 a 2026: 15%. O governo do prefeito Marcelo Oliveira (PT) projeta arrecadar R$ 2,2 bilhões, o maior quadro financeiro da história do município, conforme números da mais nova LOA, à espera de votação dos 23 vereadores. Neste ano, a expectativa aos cofres públicos até 31 de dezembro é R$ 1,9 bilhão.
Sob tutela do prefeito Guto Volpi (PL), Ribeirão Pires espera saltar dos atuais R$ 579 milhões para R$ 607,9 milhões em 2026, seguindo a tendência de crescimento apresentada na região. Mas a vizinha Rio Grande da Serra, do prefeito Akira Auriani (PSB), optou por ir sobre os trilhos na direção oposta, ao apresentar uma queda de R$ 192,1 milhões para R$ 187,6 milhões. Segundo interlocutores do governo, o motivo pelo ímpeto mais conservador se deve a números inflados de receitas na atual LOA, deixada pela antecessora Penha Fumagalli (PSD).
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