Funcionalismo público São 48.753 trabalhadores municipais nas sete cidades; salários custaram R$ 212 mi em setembro
FOTO: Denis Maciel/DGABC

No Grande ABC, para cada grupo de 57,2 habitantes, há um servidor público municipal. A conta considera o total de 48.753 trabalhadores concursados ou não, nas sete cidades da região, de acordo com dados de setembro nos Portais da Transparência, e os 2.789.011 habitantes – segundo estimativas divulgadas em agosto pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Para manter os serviços e atendimentos, somente no mês passado, as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra juntas empenharam aproximadamente R$ 212 milhões dos Orçamentos com folhas de pagamento.
Com maior população e faixa territorial de toda região, São Bernardo lidera o ranking de funcionários, com 13.286 servidores. Para custear essa força de trabalho foram empenhados R$ 67,1 milhões no último mês. Santo André, segunda maior cidade do Grande ABC aparece na sequência. São 9.638 trabalhadores ao custo de R$ 44,4 milhões em setembro.
Diadema e Mauá têm quase o mesmo número de servidores. No serviço público diademense, em setembro, a Prefeitura contava com 7.915 colaboradores e empenhou R$ 36,5 milhões para pagamento de pessoal. Já Mauá, com 7.452 servidores, destinou R$ 32,8 milhões para pagamento da folha.
São Caetano, com 15 quilômetros quadrados de área, até o mês passado, de acordo com dados públicos disponíveis no Portal da Transparência, registrava força de trabalho entre concursados, comissionados e celetistas de 6.285 colaboradores. Para pagamento desses servidores foram aportados R$ 11,9 milhões.
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Na outra ponta, as cidades com os menores orçamentos da região e quantidade menor de habitantes, o quadro funcional também é reduzido em comparação com os municípios vizinhos.
Ribeirão Pires aponta para o custo de R$ 16,3 milhões com os pagamentos dos 3.146 servidores. Por fim, Rio Grande da Serra empenha valor médio mensal de R$ 2,8 milhões para manter os salários dos 1.031 servidores municipais.
PROPORCIONALIDADE
Considerando o número populacional e quantidade de servidores, segundo cálculos da reportagem, São Caetano conta com um funcionário público para cada grupo de 27,4 pessoas (população de 172.693). Ribeirão Pires tem um servidor para 37,8 moradores (118.954 habitantes) e em Rio Grande da Serra (45.324 residentes), para cada grupo de 43,9 residentes, há um contratado da Prefeitura.
Com quantidade semelhante de servidores, Diadema (403.579 habitantes) e Mauá (429.014) também se aproximam na proporcionalidade. No território diademense há um servidor para cada grupo 50,9 habitantes, enquanto no mauaense, são 57,5 moradores atendidos por um funcionário público.
Na relação habitantes versus servidores, São Bernardo (com população de 841.154) tem 63,3 moradores para cada trabalhador público. Santo André fecha a lista na proporção, com um servidor por grupo de 81,1 pessoas (782.048 residentes).
SALÁRIOS
O montante de R$ 212 milhões desembolsados pelas Prefeituras do Grande ABC para pagamento de pessoal no mês de setembro, dividido pelo número de 48.753 funcionários públicos da região, chega-se à média salarial de R$ 4.348, valor correspondente a 61,5% do salário-mínimo ideal de R$ 7.075, de acordo com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
No geral, os servidores públicos nas sete Prefeituras do Grande ABC recebem valores superiores a média nacional paga pelo setor privado. Segundo o Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no trimestre encerrado em julho, os ganhos fora do serviço público fecharam em R$ 3.484. Ao considerar o salário-mínimo nacional, de R$ 1.518, os proventos dos servidores públicos municipais são superiores em 34,9%.
Colaborou Angélica Richter
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