Combate às enchentes Reservatório, quando inaugurado, deve reduzir inundações na Capital, São Bernardo e São Caetano
FOTO: Celso Luiz/DGABC

Após quase cinco anos de atraso, o Governo do Estado, por meio da Semil (Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística), garante que as obras do Piscinão Jaboticabal seguem dentro do cronograma e que a entrega será em até 62 dias contados a partir desta sexta-feira (31). “As obras do Reservatório RM-19, o Piscinão Jaboticabal, seguem conforme previsão estabelecida e com conclusão prevista para dezembro de 2025”.
A construção do maior reservatório da América Latina na tríplice divisa da Capital, São Bernardo e São Caetano começou em 2019, ainda na gestão do então governador João Doria (na época no PSDB, hoje sem partido). O projeto começou com a desapropriação do terreno e sofreu série de atrasos. A data prevista para a inauguração era janeiro de 2021.
De acordo com a Semil, Pasta chefiada por Natália Resende, somente na obra do Jaboticabal foram investidos R$ 467 milhões.
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O piscinão, cuja inauguração deve ocorrer até 31 de dezembro – data-limite para a entrega da obra –, terá capacidade para armazenar até 900 mil metros cúbicos de água, o equivalente a 360 piscinas olímpicas, quando estiver em pleno funcionamento.
A construção do piscinão está prevista desde 1998, ainda na gestão do então governador Mário Covas (PSDB), morto em 2001, dentro da primeira versão do PDMAT (Plano Diretor de Macrodrenagem da Bacia do Alto Tietê). A proposta seguiu na revisão do Plano Diretor em 2009, mas pouco avançou.
A busca por uma solução para acabar, ou pelo menos reduzir os danos causados por inundações na Capital e nas duas cidades do Grande ABC, começou a ganhar novos esboços na gestão do ex-governador Geraldo Alckmin, em 2011, quando ainda era filiado ao PSDB. Atualmente, Alckmin é vice-presidente da República pelo PSB. Dois anos mais tarde o reservatório voltou a ser tratado no PDMAT.
Em 2016, o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC apresentou um Plano Regional de Macro e Microdrenagem e incluiu a obra, mas o projeto só foi destravado pelo governo estadual em 2019, após a região passar por uma das piores enchentes da história, na qual dez pessoas morreram e 284 ficaram desabrigadas.
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