Para Aroaldo Para secretário executivo Aroaldo Oliveira da Silva, entidade vive novo momento em 2025
FOTO: Denis Maciel/DGABC

Depois de navegar por águas turbulentas ao ter duas cidades desligadas por dois anos, o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC vive o seu melhor momento em 2025 no papel de protagonismo nos debates voltados a políticas públicas regionais, como segurança, saúde, meio ambiente, drenagem e mobilidade. Essa é a avaliação do secretário executivo da entidade, Aroaldo Oliveira da Silva, que destacou o retorno de São Bernardo e São Caetano no restabelecimento da união entre os sete prefeitos, e a parceria com São Paulo.
Em visita na última quarta-feira (29) ao Diário, Aroaldo avaliou que a instituição voltou a ganhar vida na região com a coesão dos prefeitos, deixando de lado as vaidades políticas, outrora vista como entrave para o avanço de políticas integradas. “Precisamos vivenciar este momento importante de conexão e entendimento, por parte de todos os prefeitos, de que há temas que são regionais. Dificilmente vai se encontrar solução em um município somente. Então, a volta de todos é um grande marco do Consórcio neste ano”, afirmou.
Sob comando de Marcelo Lima (Podemos) e Tite Campanella (PL), São Bernardo e São Caetano, respectivamente, regressaram ao Consórcio Intermunicipal depois de se desligarem por divergências políticas capitaneadas pelos prefeitos antecessores. Nesse período de aproximadamente dois anos, a região, onde muitas vezes as divisas entre as cidades são invisíveis aos olhos da população, perdeu recursos e soluções que somente seriam almejadas ao somar esforços.
Um exemplo da união de forças é o programa “Grande ABC + Seguro”, no qual as GCMs (Guardas Civis Municipais) passaram a agir de forma coordenada, sem restringir os seus papéis aos limites do município de origem. Após criar o processo de compras consorciadas, o Consórcio Intermunicipal, na presidência de Marcelo Lima, também adquiriu sete drones e deve comprar, ainda neste ano, mais sete motos aos guardas, com foco nas divisas. Para 2026, é aguardada a mesma quantidade de viaturas de quatro rodas, sob valor aproximado de R$ 1,2 milhão.
“Estamos dialogando o aprofundamento dessas operações conjuntas, mas já existe uma sinergia entre os comandos das GCMs e os secretários (municipais) de Segurança. Eles estão conversando no dia a dia sobre as divisas, sem esperar mais o Consórcio. Por isso, acho que conseguimos quebrar um paradigma em que uma GCM não entrava na cidade do outra. Avançamos muito nessa relação de cooperação”, pontuou Aroaldo.
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Com a participação de São Paulo, sob gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB), como integrante consultivo, o Grande ABC agora tem ao seu dispor o GT (Grupo de Trabalho) de Divisas, oficialmente formalizado na entidade junto às oito subprefeituras que fazem limites com as cidades da região. A intenção agora é avançar com a Capital nas políticas públicas voltadas ao meio ambiente, combate às enchentes, segurança, mobilidade, e outras ações destinadas a uma população geralmente esquecida entre as duas prefeituras.
Além de São Paulo, o Consórcio Intermunicipal voltou o olhar para Brasília, onde inaugurou a Sala Grande ABC, a fim de fincar a bandeira nas proximidades do Palácio do Planalto e do Congresso Nacional. A iniciativa visa garantir recursos via emendas parlamentares e programas federais. “Os prefeitos e os secretários são muito atuantes lá. É importante ter esse espaço físico para se reunir com ministro ou representante de um órgão federal. Além disso, temos uma pessoa lá que vai fazer essas conexões com a nossa região”, disse o secretário.
A união entre os prefeitos também ajudou a sacramentar R$ 409 milhões anunciados pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) em agosto, para os atendimentos públicos de saúde nas sete cidades do Grande ABC. Em paralelo, o Consórcio Intermunicipal também articula o Plano Regional de Mobilidade Urbana, visto que não existe uma solução para o transporte de 2,8 milhões de moradores sem uma política regional.
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