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Homem que chamou morte do neto de Lula de 'justiça divina' é condenado

Arthur Araújo Lula da Silva morreu aos 7 anos, em 1º de março de 2019, em um hospital de Santo André, vítima de meningite.

29/10/2025 | 17:02
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FOTO: Divulgação/Instituto Lula Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Justiça de São Paulo condenou nesta terça-feira (28), Hudson Luiz da Cruz de Menezes a pagar uma indenização de R$ 1.412 ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por ironizar a morte do neto do chefe do Executivo em uma publicação feita nas redes sociais em 2019.

Na postagem, Hudson afirmou que a morte do neto de Lula seria uma espécie de "castigo" para o petista.

"Lula tá só começando a pagar pelo tanto de vida que ele matou ao roubar dinheiro público da saúde. A Justiça de Deus não falha?", escreveu Hudson no perfil Hudson du Mato.

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O neto do presidente, Arthur Araújo Lula da Silva, morreu aos 7 anos, em 1º de março de 2019, em um hospital de Santo André, vítima de meningite. Na época, o irmão de Lula, Genival Inácio da Silva, havia morrido três meses antes, e o então ex-presidente estava preso em decorrência de condenação pela Operação Lava Jato.

Na sentença, o juiz Fernando de Oliveira Domingues Ladeira, da 7ª Vara Cível de São Bernardo, destacou que Hudson utilizou a morte de um familiar "e o momento de dor para fazer considerações políticas", o que, segundo ele, "destoa do debate de ideias livres em um contexto de civilidade básica, cujo preceito primário é respeitar o interlocutor".

"Debater não é apenas falar, isso é discurso, não é debate. No debate, ouvir é tão importante quanto dizer, e para ouvir (e não apenas escutar) é preciso respeitar o debatedor enquanto indivíduo. Isso implica respeitar momentos de fragilidade, notadamente o luto", afirmou o magistrado.

O valor da indenização é o mesmo pedido na ação, que na época era equivalente a um salário mínimo. A decisão ainda será publicada no Diário de Justiça e pode ser alvo de recurso no TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo).

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