Na Câmara Parlamentares cobram medidas imediatas e mais rigorosas no combate à comercialização ilegal de bebidas adulteradas
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As sessões de terça-feira (7) na Câmara de Santo André foram marcadas por discussões acaloradas sobre temas de grande repercussão na cidade. Entre os assuntos que dominaram os debates esteve os recentes casos de intoxicação por metanol, que têm causado preocupação entre autoridades e população.
Parlamentares de diferentes partidos unificaram o discurso ao cobrar medidas imediatas e mais rigorosas no combate à comercialização ilegal de bebidas adulteradas. O vereador Tiago Nogueira (PT) defendeu a criação de uma força-tarefa no município. “São pessoas que vão parar onde? No serviço público de saúde. Ainda vai sobrecarregar o SUS. Nós precisamos estar atentos a isso, porque é um assunto importante, muito grave, que merece atenção", alertou.
Preocupado com a origem do problema, Lucas Zacarias (PL) apresentou um projeto de lei que obriga distribuidoras de bebidas a destruírem as garrafas de bebidas destiladas após o uso, como forma de combater a reutilização para falsificações. A proposta visa proteger o consumidor de produtos ilegais e contaminados.
Marcos da Farmácia (PSB) adotou um tom mais contundente e cobrou punições severas: “Isso é absurdo. Trata-se de uma manipulação horrível, uma falsificação que merece cadeia. E, se Deus quiser, isso vai ser banido e a fiscalização vai continuar intensa”.
Reforçando as ações legislativas, o vereador Marcelo Chehade (PSDB) também protocolou um projeto de lei que regulamenta o descarte de vidros. A proposta determina que estabelecimentos comerciais destruam as garrafas antes de descartá-las, evitando que recipientes vazios sejam reutilizados por organizações criminosas.
O vereador Ricardo Alvarez (Psol) propôs uma medida de comunicação emergencial, sugerindo à Prefeitura que divulgue de forma ampla o número da Anvisa para denúncias: 0800 722 6001. "Estamos sugerindo que a prefeitura coloque no site, nas escolas e nas unidades de saúde esse telefone", afirmou Alvarez, destacando a necessidade de ampliar o alcance da informação à população.
VOTAÇÕES
A Câmara rejeitou o veto total ao Projeto de Lei 153/2025, que autoriza a criação do programa "Escudo de Inteligência 360", destinado ao monitoramento por câmeras com tecnologia de biometria facial para segurança pública.
Já o veto ao Projeto de Lei 79/2025, que proíbe a adoção de animais por pessoas condenadas por maus-tratos, foi mantido pelos vereadores.
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