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Relator pede arquivamento de representação contra Eduardo Bolsonaro

Deputado federal disse ser alvo de "perseguição política" e atribuiu a denúncia a "lacaios" do ministro Alexandre de Moraes

08/10/2025 | 16:07
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FOTO: Reprodução Redes Sociais Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O deputado federal Delegado Marcelo Freitas (União Brasil-MG), relator da representação contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) no Conselho de Ética da Câmara Fderal, votou pelo arquivamento da cassação do parlamentar nesta quarta-feira (8).

Segundo Freitas, a representação contra Eduardo, de autoria do PT, parte de uma premissa "equivocada", e o deputado do PL não foi responsável por sanções impostas ao Brasil e a autoridades do País.

"A representação parte de uma premissa equivocada: a que o representado seria de alguma forma responsável por uma eventual adoção de medidas coercitivas ou sanções por parte dos Estados Unidos contra o Brasil. Tal raciocínio é factualmente insustentável e juridicamente improcedente, pois confunde atos de Estado soberano com manifestações individuais de natureza política. A decisão de um país estrangeiro de adotar ou não sanções econômicas, diplomáticas ou políticas, é, em essência, ato de soberania", disse.

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A votação do relatório no Conselho de Ética foi adiada em razão de um pedido de vista (mais tempo para análise) de parlamentares do PT e do Psol. O PT chegou pedir para tirar Freitas da relatoria. O deputado do União já chamou Eduardo Bolsonaro de "amigo". O presidente do Conselho de Ética, Fabio Schiochet (União-SC), rejeitou o pedido.

Freitas foi vice-líder do governo de Jair Bolsonaro. Recentemente, o deputado votou a favor a proposta de emenda à Constituição (PEC) da Blindagem, da anistia aos envolvidos no 8 de Janeiro, da sustação da ação penal do colega parlamentar Alexandre Ramagem (PL-RJ), agora condenado por fazer parte do plano que tentou um golpe de Estado no País, e contra a prisão de Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), acusado de ser o mandante da ex-vereadora do Rio Marielle Franco.

Eduardo não indicou um advogado para defendê-lo no Conselho de Ética. Com isso, a defesa do parlamentar precisou ser feita da DPU (Defensoria Pública da União).

A DPU pediu o arquivamento do caso. "O deputado Eduardo Bolsonaro está começando no STF. Em sendo assim, por que os senhores vão antecipar um juízo de culpa antes mesmo que um único tribunal o faça?", questionou o defensor público Sérgio Gibson.

Eduardo foi denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), no fim de setembro, por "coação" no processo da trama golpista. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, concluiu que ele e o blogueiro Paulo Figueiredo articularam sanções nos Estados Unidos contra o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar pressionar os ministros a não condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em nota conjunta, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo disseram ser alvo de "perseguição política", atribuíram a denúncia a "lacaios" do ministro Alexandre de Moraes, disseram que vão continuar a campanha nos Estados Unidos e informaram que vão aguardar a notificação formal para se manifestar no processo. 

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