Em primeira instância Vereador de São Caetano foi considerado culpado por injuriar mulher; pena foi convertida em pagamento de cinco salários mínimos
FOTO: Reprodução/YouTube

O vereador de São Caetano Getúlio de Carvalho Filho, o Getulinho (União Brasil), foi condenado em primeira instância com pena de cinco meses e dez dias de detenção em regime aberto. A decisão proferida pelo juiz Eduardo Rezende Melo, da 1ª Vara Criminal e da Infância e Juventude da cidade, confirma o crime de injúria e ainda determina ao réu o pagamento de R$ 7.000 a título de reparação de danos à servidora pública Patrícia Carolina Casadei Arroio.
A vítima, ao Diário, afirmou que sofreu humilhação e que o parlamentar fez “ofensas à (sua) honra, além de acusa-lá de constranger subordinados”. “Ele me expôs ao escárnio”, disse a assistente de direção da rede municipal de ensino.
Abalada emocionalmente e fazendo uso de medicamento controlado, Patrícia afirmou que “hoje (ontem), em seu pronunciamento na Câmara, ele (Getulinho) tentou veementemente se eximir de sua responsabilidade, alegando que apenas ‘leu’ as ofensas dirigidas à minha pessoa, e não que as ‘falou’. No entanto, ao reproduzir em voz alta, diante de mais de 26 mil seguidores, um conteúdo sabidamente ofensivo, que ele nem ao menos verificou se era verdadeiro, ou procurou os meios legais como a Seeduc (Secretaria de Educação) ou a própria escola para verificar a denúncia, o réu não apenas ‘leu’, mas propagou e deu publicidade às ofensas, contribuindo diretamente para a violação da minha honra e dignidade”.
LEIA MAIS:
Getúlio Filho, o franco atirador de São Caetano
De acordo com o despacho judicial, a condenação inicialmente proferida foi substituída por “prestação pecuniária consistente no pagamento de cinco salários mínimos, um por mês de detenção, mediante depósito ao Fundo Municipal da Criança e do Adolescente”, além de 13 dias-multa no valor unitário de um décimo do salário mínimo (R$ 1.973,04. Getulinho ainda pode recorrer da decisão datada em 4 de outubro.
Na sessão de ontem, Getulinho usou a tribuna para se manifestar sobre a condenação. “Quero denunciar o sistema que tanto combati, porque a liberdade de expressão, não só a minha, está em jogo, Não inventei nada, não menti, não xinguei. Apenas li algo que estava atrás de mim. Não fui em quem falei”, discorreu Getulinho.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.