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Bebidas alcoólicas falsificadas eram vendidas em bailes funk do Grande ABC

Operação do 4º DP de Santo André desmantela esquema de adulteração em residência; produtos eram vendidos como marcas famosas e consumidos em festas na periferia

Thainá Lana
Gabriel Gadelha
06/10/2025 | 21:36
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FOTO: Divulgação/Polícia Civil
FOTO: Divulgação/Polícia Civil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Uma operação da Polícia Civil deflagrada pelo 4º DP (Distrito Policial) nesta segunda-feira (6) de Santo André revelou um esquema de falsificação de bebidas alcoólicas que eram distribuídas em bailes funk nas comunidades do Grande ABC. A ação ocorreu após uma denúncia anônima e culminou com a prisão em flagrante de Jecivaldo Pedro Rodrigues, 40 anos, acusado de adulterar bebidas em sua própria residência, na Vila Príncipe de Gales.

Segundo o boletim de ocorrência, a investigação começou após a repercussão de casos envolvendo o uso de metanol em bebidas comercializadas ilegalmente. A Seccional de Santo André intensificou a fiscalização em estabelecimentos e também passou a monitorar possíveis pontos de produção clandestina.

A denúncia indicava que Jecivaldo manuseava e envasava bebidas falsas na garagem de sua casa. Após três dias de vigilância, os investigadores flagraram o suspeito transportando caixas contendo rótulos de marcas conhecidas no banco traseiro de um Fiat Uno. Questionado, ele admitiu o esquema.

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De acordo com a delegada responsável pelo caso, Nathalie Murcia Dos Santos, o suspeito confessou informalmente que misturava bebidas de baixo custo com essências e corantes, e as envasava em garrafas de marcas renomadas. "Essas bebidas eram principalmente vendidas e consumidas em bailes funks promovidos nas comunidades aqui do Grande ABC", afirmou a autoridade policial.

O local onde o material era produzido foi descrito como "extremamente insalubre" e sem condições mínimas de higiene. Durante a busca, a polícia apreendeu vasilhames, rótulos falsificados, selos, tampas, garrafas com líquidos de valor inferior e uma prensa usada para lacrar as garrafas.

A ABRABE (Associação Brasileira de Bebidas) enviou um representante ao local, que atestou a inautenticidade das amostras. A perícia também constatou falhas na impressão das tampas e dos rótulos.

Jecivaldo foi preso em flagrante e responderá por crime contra a saúde pública, conforme o artigo 272 do Código Penal. Ele optou por se manifestar apenas em juízo. As investigações continuam para identificar outros envolvidos e possíveis pontos de distribuição.

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