Investigação Balanço divulgado pelo governo estadual identificou 20 indivíduos detidos desde a última semana; produtos estavam fora da validade
FOTO: Reprodução

Dois homens foram presos em Santo André e Mauá sob suspeita de comercializar bebidas adulteradas e fora do prazo de validade. As prisões fazem parte de uma operação coordenada pelo Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo), em conjunto com a Vigilância Sanitária, e integram um balanço mais amplo divulgado pelo governo estadual, que aponta ao menos 20 detenções desde a última semana por crimes contra as relações de consumo.
Em Mauá, o homem identificado como Michel William Nogueira, 41 anos, foi preso em flagrante na quinta-feira (2) após policiais encontrarem grande quantidade de bebidas alcoólicas vencidas armazenadas na garagem de sua residência, no Parque das Américas. O local funcionava informalmente como ponto de venda, onde diversos compradores foram flagrados pela polícia retirando produtos. Entre os itens apreendidos estavam centenas de garrafas e latas de cerveja, vodca com sabor limão, refrigerantes e outras bebidas com validade expirada — em alguns casos, há mais de três meses.
De acordo com o boletim de ocorrência, os produtos estavam em condições impróprias para o consumo, o que configura infração ao artigo 7º da Lei de número 137/1990, que trata de crimes contra as relações de consumo, além do artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor. Michel já possui antecedentes criminais por roubo.
Já em Santo André, a operação ocorreu na sexta-feira (3) e teve como alvo o o Santo Rock Bar, localizado no bairro Casa Branca. A denúncia, recebida por meio do Disque Denúncia, alertava para a comercialização de bebidas possivelmente contaminadas. No local, os agentes encontraram destilados com indícios de adulteração, como rótulos irregulares e lacres frágeis, e 24 garrafas de cerveja com características visivelmente alteradas. Além disso, foram localizados diversos alimentos vencidos, como molhos, achocolatado e doces, prontos para o consumo dos clientes.
Leonardo Silva Pereira, gerente do estabelecimento, foi detido por ser o responsável pela conferência da validade dos produtos. Inicialmente, ele alegou desconhecimento sobre as irregularidades, mas depois afirmou que a função de controle de qualidade havia sido atribuída a ele pelo proprietário do bar, Wagner Roberto Candido, que não foi localizado. A Vigilância Sanitária lavrou autos de infração e determinou a inutilização dos produtos impróprios, além da interdição de uma geladeira que armazenava 369 garrafas suspeitas.
A Polícia Civil instaurou dois inquéritos para aprofundar a investigação, um referente ao flagrante e outro para apurar a eventual responsabilidade do proprietário e de outros envolvidos.
O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) não respondeu, até a publicação desta reportagem, se os dois homens tiveram a prisão convertida em preventiva. O Diário não localizou a defesa dos detidos e o espaço segue aberto.
LEIA MAIS:
Intoxicação por metanol: São Bernardo confirma morte de Bruna Araújo
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.