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Duas pessoas são presas na região por suspeita de vender bebidas adulteradas

Balanço divulgado pelo governo estadual identificou 20 indivíduos detidos desde a última semana; produtos estavam fora da validade

Thainá Lana
Gabriel Gadelha
Especial para o Diário
06/10/2025 | 20:24
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FOTO: Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Dois homens foram presos em Santo André e Mauá sob suspeita de comercializar bebidas adulteradas e fora do prazo de validade. As prisões fazem parte de uma operação coordenada pelo Demacro (Departamento de Polícia Judiciária da Macro São Paulo), em conjunto com a Vigilância Sanitária, e integram um balanço mais amplo divulgado pelo governo estadual, que aponta ao menos 20 detenções desde a última semana por crimes contra as relações de consumo.

Em Mauá, o homem identificado como Michel William Nogueira, 41 anos, foi preso em flagrante na quinta-feira (2) após policiais encontrarem grande quantidade de bebidas alcoólicas vencidas armazenadas na garagem de sua residência, no Parque das Américas. O local funcionava informalmente como ponto de venda, onde diversos compradores foram flagrados pela polícia retirando produtos. Entre os itens apreendidos estavam centenas de garrafas e latas de cerveja, vodca com sabor limão, refrigerantes e outras bebidas com validade expirada — em alguns casos, há mais de três meses.

De acordo com o boletim de ocorrência, os produtos estavam em condições impróprias para o consumo, o que configura infração ao artigo 7º da Lei de número 137/1990, que trata de crimes contra as relações de consumo, além do artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor. Michel já possui antecedentes criminais por roubo.

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Já em Santo André, a operação ocorreu na sexta-feira (3) e teve como alvo o o Santo Rock Bar, localizado no bairro Casa Branca. A denúncia, recebida por meio do Disque Denúncia, alertava para a comercialização de bebidas possivelmente contaminadas. No local, os agentes encontraram destilados com indícios de adulteração, como rótulos irregulares e lacres frágeis, e 24 garrafas de cerveja com características visivelmente alteradas. Além disso, foram localizados diversos alimentos vencidos, como molhos, achocolatado e doces, prontos para o consumo dos clientes.

Leonardo Silva Pereira, gerente do estabelecimento, foi detido por ser o responsável pela conferência da validade dos produtos. Inicialmente, ele alegou desconhecimento sobre as irregularidades, mas depois afirmou que a função de controle de qualidade havia sido atribuída a ele pelo proprietário do bar, Wagner Roberto Candido, que não foi localizado. A Vigilância Sanitária lavrou autos de infração e determinou a inutilização dos produtos impróprios, além da interdição de uma geladeira que armazenava 369 garrafas suspeitas.

A Polícia Civil instaurou dois inquéritos para aprofundar a investigação, um referente ao flagrante e outro para apurar a eventual responsabilidade do proprietário e de outros envolvidos.

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) não respondeu, até a publicação desta reportagem, se os dois homens tiveram a prisão convertida em preventiva. O Diário não localizou a defesa dos detidos e o espaço segue aberto.

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