Alta nas notificações Ministro da Saúde recomenda que população evite bebidas alcoólicas até que situação seja normalizada
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou neste sábado (4) que há 127 casos de intoxicação de metanol em pelo menos 12 estados brasileiros. Segundo ele, não houve crescimento no número de confirmados e, sim, de suspeitos. Ele recomendou que a população evite bebidas alcoólicas nos próximos dias, principalmente que estejam em garrafas de destilados fechadas com roscas.
Das 127 notificações, 104 são em São Paulo (11 confirmados e 93 em investigação), 7 casos em investigação em Pernambuco, 4 em investigação no Mato Grosso do Sul, 2 sendo investigados na Bahia, no Goiás e no Paraná, 1 no Distrito Federal, Roraima, Minas Gerais, Mato Grosso, Espírito Santo e Piauí.
Dentre os registros, 12 são de óbitos, sendo um confirmado no estado de São Paulo e 11 em investigação (8 em SP, 1 em PE, 1 na BA e 1 no MS).
Padilha afirmou que, até o momento, ainda não foram identificados casos de adulteração em bebidas alcoólicas vendidas em latas ou em garrafas com tampas metálicas. "É um produto de lazer, não faz parte da cesta básica, de necessidade. Então evite esse risco. O momento é de atenção e não de pânico."
Para profissionais de saúde das redes pública e privada, a recomendação é de que façam a notificação imediata já na primeira suspeita clínica de intoxicação. Ao registrar o caso, o Centro de Referência de Toxicologia do Estado passa a oferecer suporte técnico para a condução adequada, orientando sobre o cumprimento do protocolo do Ministério da Saúde.
Isso inclui checar acidose metabólica, garantir hidratação, monitorar a função cardíaca e iniciar todas as condutas indicadas, como o uso de etanol farmacêutico. A notificação precoce, mesmo em casos suspeitos, também é fundamental para rastrear onde a bebida foi consumida e identificar rapidamente o local de aquisição, auxiliando na resposta sanitária, explicou Padilha.
O metanol é usado como matéria-prima para combustíveis e é impróprio para consumo humano, mas estaria sendo utilizado na falsificação de bebidas alcoólicas. Em forma pura, ele tem gosto levemente adocicado e alcoólico, parecido com o etanol, e não tem odor forte característico. Em destilados com 30% ou 40% de teor alcoólico, não é perceptível no sabor.
Metanol: quais cuidados tomar?
- Verificar a origem do produto, certificando-se de que o lacre da embalagem esteja intacto.
- Desconfiar de preços muito abaixo do mercado e pontos de venda informais.
- Verificar as embalagens e recusar aquelas com rótulo mal impresso ou com erros. Além de ausência de CNPJ, lote ou data de validade.
- Ficar atento a características atípicas na bebida, como odores estranhos, cores e consistência incomuns.
- Ao notar alguma diferença, não fazer testes caseiros como cheirar, provar ou tentar queimar a bebida. Essas práticas não são seguras nem conclusivas.
- Em bares e restaurantes, se houver alguma desconfiança, vale pedir que o garçom sirva a bebida na frente do consumidor.
Embora sintomas como náuseas e vômitos possam ser confundidos com os de uma ressaca comum, eles costumam se manifestar de forma mais intensa. Caso sinta algum sinal, procure atendimento médico imediatamente.
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