Na mira O caso mais recente foi o do advogado Marcelo Macedo Lombardi, 45 anos, que morreu no último domingo (28), após ser internado no Hospital de Urgência do município
O ministro Ricardo Lewandowski (Justiça), durante entrevista para falar sobre os casos de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol (FOTO: José Cruz/Agência Brasil)

A Polícia Federal vai abrir uma investigação para apurar a origem do metanol usado para adulterar bebidas alcoólicas no Estado. A medida foi anunciada nesta terça-feira (30) pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, após a confirmação de quatro mortes ligadas à intoxicação pela substância, sendo três delas registradas em São Bernardo.
O caso mais recente foi o do advogado Marcelo Macedo Lombardi, 45 anos, que morreu no último domingo (28), após ser internado no Hospital de Urgência do município. Ele atuava como vice-presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Ipiranga e morava na Capital.
Segundo o Ministério da Saúde, desde o início de setembro seis casos de intoxicação por metanol foram confirmados em São Paulo, enquanto outros dez ainda estão em investigação. Um caso foi descartado. O ministro afirmou que, até o momento, não foi identificada uma marca específica de bebida ou um lote importado diretamente relacionado às ocorrências.
Lewandowski destacou que o aumento “inusitado” de casos chamou atenção das autoridades, já que normalmente a ingestão de metanol está associada a situação de vulnerabilidade social. Diante desse cenário, o governo federal emitiu um alerta nacional para reforçar a vigilância sobre ocorrências de intoxicação de origem desconhecida.
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De acordo com o ministro, a suspeita é de que haja uma rede organizada de distribuição da substância, com alcance que pode ultrapassar os limites do estado de São Paulo. “Na segunda-feira, determinamos ao dr. Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, que abrisse um inquérito policial para verificar a procedência dessa droga e a rede possível de distribuição que, ao tudo indica, transcende o limite de um único Estado”, afirmou.
Além da apuração criminal, a Senacom (Secretaria Nacional do Consumidor) também instaurou um inquérito administrativo para acompanhar os casos sob a ótica dos direitos do consumidor. O objetivo é verificar quais medidas podem ser adotadas contra a venda e circulação de bebidas adulteradas, prática considerada crime tanto pelo Código Penal quanto pelo Código de Defesa do Consumidor.
Lewandowski reforçou que as providências serão “enérgicas” e em cooperação com o Ministério da Saúde. “Tomamos as providências cabíveis. Providências, eu diria, enérgicas, para não só identificarmos a origem e podermos coarctar a distribuição desses produtos que são claramente intoxicantes para a população.”, concluiu.
(Colaborou Gabriel Gadelha)
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