Investigação Vítimas têm entre 38 e 58 anos; advogado morreu domingo no Hospital de Urgência
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Das quatro mortes suspeitas de intoxicação causada por bebida adulterada com metanol, três foram contabilizadas em São Bernardo. O registro mais recente é do advogado Marcelo Macedo Lombardi, 45 anos, que morreu no domingo (28), após ser internado no HU (Hospital de Urgência) do município. Ele foi vice-presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) do Ipiranga e morava na Capital.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, a vítima começou a se sentir sonolenta e, no dia 27 de setembro, apresentou quadro de visão turva, náuseas, vômitos e dor abdominal. Procurou atendimento médico na unidade são-bernardense, onde permaneceu internada. Nesse período, o estado de saúde se agravou, levando a uma perda de consciência que exigiu intubação.
O velório de Marcelo ocorreu na noite de ontem na Ossel da Avenida Goiás, em São Caetano, e o sepultamento será realizado nesta terça-feira (30) no Cemitério da Pauliceia, em São Bernardo.
A prima do advogado, Larissa Schuwarten, 54, contou que a família ainda não sabe onde ou qual bebida ele consumiu antes de passar mal. Segundo ela, exames médicos confirmaram a presença de metanol no organismo da vítima. “Ele acordou no sábado de manhã, passando mal, e disse para a esposa que estava vendo uma luz na frente dele e que precisava ir ao médico”, relatou.
Larissa acrescenta que Lombardi tinha o hábito de sair com colegas de trabalho e que pode ter consumido bebida em uma adega ou bar. “Não temos certeza de nada, a dúvida é sobre uma bebida que ele possa ter comprado em alguma adega. Mas os médicos falaram que ele chegou muito mal, e logo depois de internado já foi para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva)”, completou.
Além de Marcelo, outras duas mortes ocorreram em São Bernardo. Segundo a Prefeitura, um homem de 58 anos morreu no dia 24. Já a Polícia Civil confirmou o óbito de Marco Aurélio Sumam, 38, natural de Itu no interior de São Paulo. O homem foi internado no Hospital Intermédica ABC, no bairro Rudge Ramos, em 12 de setembro, e faleceu seis dias depois. O quarto caso investigado é o de um homem de 54 anos, morador da Zona Leste da Capital, que apresentou sintomas no dia 9 de setembro e morreu no dia 15.
A Secretaria Estadual da Saúde informou que, em parceria com o CVS (Centro de Vigilância Sanitária) e a Covisa (Vigilância em Saúde do Município de São Paulo), três comércios foram fiscalizados nos bairros Jardins e Mooca, na Capital. Foram apreendidas 117 garrafas sem rótulo ou comprovação de procedência, e dois estabelecimentos foram autuados por irregularidades sanitárias.
As ações, segundo a Pasta, fazem parte de uma força-tarefa que está sendo intensificada em todo o Estado.
Os quatro óbitos e dez casos na Capital são investigados pela Polícia Civil e as apurações são conduzidas pela Divisão de Investigações sobre Infrações contra a Saúde Pública, do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania).
O governo federal informou que acompanha os casos de intoxicação por bebidas adulteradas com metanol. Até o momento, não há notificações em outros estados.
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