Eleições 2026 Políticos afirmam que o Grande ABC precisa de mais representantes na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal
FOTO: Angelica Richter

Os ex-prefeitos de São Bernardo William Dib (PSB) e de Ribeirão Pires Clovis Volpi (PSD), atual secretário de Saúde da cidade, se reuniram nesta sexta-feira (26) para debater o cenário político do Grande ABC. Políticos com décadas de experiência, ambos defendem o fortalecimento do voto regional para ampliar o número de representantes tanto na Alesp (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) como na Câmara Federal. Hoje a região conta com dez deputados estaduais e quatro federais.
Clovis Volpi, que já se colocou à disposição para concorrer a uma vaga na Alesp, afirmou que cidades menores que não tiverem representantes nessas Casas de Lei vão ficar à míngua.
“Da forma como hoje se faz política, ou seja, concentrando recursos nas mãos dos deputados para que distribuam por meio de emendas a suas bases, se não tivermos um representante vamos começar a ficar à míngua. Isso tem sido uma preocupação aqui do prefeito Guto (Volpi, PL) e acho que do Akira (Auriani, PSB, prefeito de Rio Grande da Serra) também. Então, ter um deputado federal e estadual pode aliviar muito o caixa das Prefeituras”, disse Clovis Volpi.
Dib destacou que é extremamente importante o Grande ABC rever a sua postura. “Estamos precisando de gente com qualidade, que entenda o processo político e que possa levar uma mensagem positiva, de esperança para a nossa região”, afirmou o ex-prefeito de São Bernardo, ao ressaltar a relevância da região no PIB (Produto Interno Bruto) estadual.
O pessebista afirmou que o ABC é usado como processo político, mas precisa ter presença semelhante às cidades do Interior nas Casas de Lei, que hoje tem diversos representantes na Assembleia Legislativa e no Congresso. “Não elegemos (o Grande ABC) gente nossa. Elegemos muito pouco proporcionalmente frente a nossa representação. Acho que isso é triste. Então, depois reclamamos", disse Dib.
Clovis Volpi complementou que há 20 anos o Executivo tinha uma força maior do que o Legislativo, mas que isso mudou. “Quem comanda, na realidade, é o Legislativo. Porque qualquer Executivo, do presidente, governador ao prefeito, é altamente dependente dos grupos que se formam no Legislativo. Há só uma forma de você sendo Executivo botar para frente seu projeto: se tiver maioria. É essa maioria que gerou esse desconforto hoje com os repasses de recursos. Então, é um toma lá, dá cá? É”, afirmou.
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