Comissionados Líder de governo, Juninho do Chicão alegou que as novas funções darão maior eficiência à máquina pública
FOTO: Divulgação/Câmara DMA

O governo do prefeito de Diadema, Taka Yamauchi (MDB), encaminhou para a sessão desta quinta-feira (25) na Câmara projeto de lei que cria 42 novos cargos comissionados, entre eles, 18 destinados para secretários adjuntos, mesmo número para chefes de Gabinetes das Pastas e mais um chefe de Gabinete do prefeito, com vencimentos que variam de R$ 6.299 a R$ 18.000 mensais. A proposta causou disputa entre a base aliada e a oposição antes mesmo do início dos trabalhos no Legislativo.
Segundo parâmetros destacados na própria redação, os novos cargos gerarão um custo ao erário de R$ 9,5 milhões anuais. Caso seja aprovada em regime de urgência no Parlamento nesta quinta-feira, os cargos passam a valer a partir de outubro, gerando previsão de despesas ao erário de quase R$ 2,4 milhões até dezembro. Se somados até o fim da atual gestão, os vencimentos chegarão a aproximadamente R$ 30,9 milhões.
Com a proposta, Diadema passa a ter 18 secretários adjuntos, que ganharão mensalmente R$ 14 mil, além dos chefes de Gabinetes das Pastas, com remuneração prevista em R$ 6.299. Já o chefe de Gabinete do prefeito terá salário de R$ 18 mil, valor no patamar de um secretário municipal. A proposta também estabelece a criação de quatro postos de chefe de Divisão, que prevê contracheques de R$ 7.494, e um chefe de Serviço, com R$ 6.299.
Líder de governo, o vereador Juninho do Chicão (Progressistas) alegou que Diadema é uma das únicas cidades sem contar com a existência de secretários adjuntos e que as novas funções darão maior eficiência na máquina pública. “Queremos melhorar os serviços públicos das pessoas, sempre com muita austeridade e enfrentando as dificuldades financeiras que a cidade vive. Mas temos que ter compromisso de honrar com a melhoria dos serviços públicos”, apontou.
Pela oposição, Josa Queiroz (PT) apontou contradição, visto que a gestão Taka alega ter recebido uma soma de dívidas de R$ 2,5 bilhões, somando passivos consolidados e flutuantes, além de uma estimativa orçamentária de R$ 1,3 bilhão para 2025, em vez de R$ 2,9 bilhões previstos na LOA (Lei Orçamentária Anual). “Temos um projeto esdrúxulo diante de tudo aquilo que a gente tem ouvido nos últimos meses. E pior: cria 42 cargos diretos, mantendo os 18 de assistentes (de secretarias)”, afirmou.
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