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'Combate ao crime organizado é prioridade absoluta', diz Derrite sobre ação em Santo André

As investigações apontam que uma quadrilha lavava dinheiro por meio de 267 postos de combustíveis, além de uma rede de motéis e de uma fintech

25/09/2025 | 13:27
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FOTO: Pablo Jacob/Governo de SP Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Uma operação conjunta da Polícia Militar, do Ministério Público e da Secretaria da Fazenda de São Paulo avançou no combate às finanças ilícitas de organizações criminosas nesta quinta-feira (25). Batizada de Operação Spare, a ação desarticulou um grupo ligado ao setor de combustíveis, incluindo ações em Santo André. O secretário de Segurança Pública, Guilherme Derrite, destacou a relevância da nova etapa das investigações. “O combate ao crime organizado é prioridade absoluta do governo do Estado", disse.

As investigações apontam que a quadrilha lavava dinheiro por meio de 267 postos de combustíveis, além de uma rede de motéis e de uma fintech que funcionava como elo para movimentar recursos ilícitos. Segundo o Ministério Público, apenas os motéis identificados no esquema movimentaram R$ 450 milhões entre 2020 e 2024. O grupo já acumula já acumula autos de infração superiores a R$ 7 bilhões e mais de R$ 500 milhões em dívidas ativas com o Estado.

"Desde o início, atuamos em estreita parceria com o Ministério Público e outros órgãos de investigação para desarticular redes ligadas ao crime organizado. Nesta nova fase, cumprimos dezenas de mandados de busca e apreensão em várias regiões do Estado. Todo o material apreendido será analisado para avançar nas investigações. Com a força dessa integração entre Polícia Militar, Ministério Público e demais instituições, seguimos firmes para proteger a sociedade e enfraquecer o crime organizado”, finalizou Derrite.

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Ao todo, 25 mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Capital, na Região Metropolitana, incluindo dois em Santo André, na Baixada Santista e no Vale do Paraíba. A ação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto, que já havia revelado a participação de facções criminosas no setor de combustíveis.

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“Não daremos trégua para o crime organizado no Estado. A nossa inteligência tem trabalhado incessantemente para desmontar essas organizações criminosas, para fazer a asfixia financeira. Temos mais uma operação em curso: uma parceria da Polícia Militar  com o Ministério Público que cumpre vários mandados de busca e apreensão contra alvos na Baixada Santista, Vale do Paraíba e na cidade de São Paulo. A nossa batalha contra organizações criminosas é diária, sem descanso”, disse o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).

As investigações começaram em 2020, quando a Polícia Militar encontrou uma casa de jogos clandestinos em Santos. A partir da apreensão de uma máquina de um posto de combustíveis, o rastreamento levou a fintech que centralizava as transações financeiras e conectava diferentes grupos criminosos, inclusive em operações conjuntas como a compra de metanol para abastecer os postos.

O esquema ainda incluía empresas de fachada e estabelecimentos em diferentes regiões, evidenciando a complexidade da rede financeira que sustentava o crime organizado em São Paulo.




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