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Estado marca leilão para modernização da balsa João Basso, em São Bernardo

Concessão de 20 anos inclui frota elétrica, novos terminais e melhorias para 21 milhões de usuários anuais para diversas travessias hídricas

22/09/2025 | 18:41
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FOTO: Celso Luiz/DGABC/Banco de Dados
FOTO: Celso Luiz/DGABC/Banco de Dados Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O governo de São Paulo republicou nesta segunda-feira (22), no Diário Oficial do Estado, o edital para a concessão patrocinada do Sistema de Travessias Hídricas, que agora tem data marcada para o leilão: 13 de novembro. O projeto, estruturado pela SPI (Secretaria de Parcerias em Investimentos), prevê dobrar a capacidade da balsa João Basso, que faz a travessia entre o Riacho Grande e o bairro Tatetos, em São Bernardo. 

O evento, que será realizado na Bolsa de Valores (B3), na Capital, definirá as empresas que terão a concessão, por um prazo de 20 anos, da operação da balsa por meio de uma PPP (Parceria Público Privada). A modernização contempla as 14 linhas de transporte aquaviário do Estado e soma investimentos de cerca de R$ 2,5 bilhões. As mudanças vão ocorrer somente a partir de 2027.

Na balsa João Basso, além da ampliação da frota, que contará com duas embarcações, cada uma com 40 lugares para veículos, totalizando 80 – hoje só há uma balsa com 40 vagas –, serão realizadas série de melhorias na travessia. As duas novas barcaças da travessia João Basso serão movidas por motor elétrico, que agride menos o meio ambiente. 

DGABC

Também serão realizadas reforma no terminal de passageiros, recuperação e complemento viário, implantação de flutuante e rampa, entre outras melhorias. Até dezembro de 2026, a Emae (Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A) continuará na operação. 

As melhorias são reivindicadas há muitos anos pelos moradores do pós-Balsa, que precisam ficar horas na fila para fazer a travessia. Moradora da localidade há dez anos, Tatiana Bomfim Moreira, 46, diz que atualmente a espera é de cerca de duas horas. “Estas mudanças em relação à balsa vão ajudar muito a nossa região, já que temos muitas demandas. Mas vamos ver quanto tempo vai levar ou se serão obras sem fim”, afirma.

Tatiana teme, porém, que a balsa elétrica possa não ser vantajosa. “O problema de ser elétrica é depender da Enel, porque quando chove forte ou venta muito ficamos sem luz”, questiona. “Estamos precisando de iluminação na saída da balsa e também que arrumem a calçada para que os pedestres tenham uma saída segura”, diz. O projeto inclui novo calçamento.

A moradora do pós-Balsa espera que os passageiros tenham maior conforto, mas destaca que esperava que usuários fossem consultados sobre suas necessidades para a elaboração do projeto. “Precisamos de pessoas organizando as filas dentro e fora da balsa e que melhore a sinalização”, acrescenta.

Outras duas balsas que impactam na travessia da região são a Taquacetuba-Bororé e a Bororé- Grajaú, que também terão melhorias na infraestrutura. A balsa que liga o bairro são-bernardense Taquacetuba ao bairro da Zona Sul de São Paulo será trocada por uma embarcação elétrica com capacidade para 18 veículos. Já a travessia Bororé-Grajaú ganhará duas balsas elétricas com capacidade para 36 veículos. 

ESTADO

Nas 14 travessias hídricas do Estado serão substituídas 45 embarcações, das quais 41 com motorização elétrica, além da construção e padronização de terminais com infraestrutura moderna, climatização, banheiros acessíveis e áreas de alimentação e informação.

O sistema atende hoje aproximadamente 11 milhões de passageiros e 10 milhões de veículos por ano. O contrato também assegura a manutenção da base tarifária atual e das gratuidades já praticadas.

As linhas modernizadas, além da João Basso, serão as de Sebastião–Ilhabela; Santos–Vicente de Carvalho; Santos–Guarujá; Bertioga–Guarujá; Cananéia–Continente; Cananéia–Ilha Comprida; Cananéia–Ariri; Iguape–Juréia; Bororé–Grajaú; Taquacetuba–Bororé; Porto Paraitinga; Porto Varginha; e Porto Natividade da Serra. 

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