Pesquisa Total de publicações sobre o tema desde a votação foi de 2,3 milhões
DIVULGAÇÃO: Câmara Federal

Pesquisa do instituto Quaest divulgada ontem aponta que 83% das menções de internautas sobre a PEC da Blindagem nas redes sociais são negativas. Outros 17% são favoráveis à proposta, aprovada na Câmara na última terça-feira (16). O total de publicações sobre o tema desde a votação na Casa foi de 2,3 milhões.
Segundo a Quaest, por hora, 24 mil menções sobre a PEC da Blindagem são feitas nas redes sociais, alcançando 44 milhões de internautas. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e a própria Casa são relacionados em 46% das menções. Em 28% das publicações, o foco está em manifestações contrárias à PEC, com 12% citando a participação de artistas em atos nas ruas. O projeto de anistia aos condenados pelo 8 de Janeiro e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) são mencionados em 15%.
Segundo a Quaest, parlamentares aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) impulsionaram postagens críticas que nomearam a proposta como “PEC da Bandidagem”. Influenciadores de esquerda, por sua vez, reviveram a frase “Congresso inimigo do povo”.
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Já os defensores da proposta endossaram críticas ao STF (Supremo Tribunal Federal) e relembraram decisões contrárias à Lava Jato. Internautas alinhados à direita publicaram, em massa, que a PEC é única alternativa para barrar supostos excessos da Corte.
HISTÓRICO
A Câmara Federal tenta resgatar a proteção parlamentar original da Constituição de 1988 por meio da PEC 3/2021, a PEC da Blindagem ou das Prerrogativas. A proposta prevê que deputados e senadores só possam ser processados com autorização da maioria de suas respectivas casas, em votação secreta.
Durante os anos 1990, esse tipo de privilégio resultou em impunidade para parlamentares investigados por crimes graves, como corrupção, homicídio e tráfico de drogas, já que a Justiça dependia do aval do Congresso para processá-los. A indignação pública levou à aprovação da Emenda Constitucional 35, em 2001, que acabou com essa exigência. Agora, duas décadas depois, o Congresso tenta reverter esse avanço.
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