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Estado amplia horário de racionamento de água no Grande ABC

O objetivo é preservar os níveis dos mananciais, que seguem em queda diante das chuvas muito abaixo da média em agosto

19/09/2025 | 19:57
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FOTO: Arquivo/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O governo de São Paulo anunciou na noite desta sexta-feira (19) a ampliação do período de redução no abastecimento de água em toda a Região Metropolitana de São Paulo, incluindo as sete cidades do Grande ABC. A medida, que antes ocorria durante oito horas, das 21h às 5h, passa agora para dez horas por dia, no intervalo das 19h às 5h, com diminuição na pressão da água. Não foi informado quando a nova medida entrará em vigor.

A decisão foi tomada após a divulgação do primeiro boletim do Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica, formado pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo) e pela SP Águas. O objetivo é preservar os níveis dos mananciais, que seguem em queda diante das chuvas muito abaixo da média em agosto.

Segundo o relatório, o Sistema Integrado Metropolitano, responsável pelo abastecimento da Grande São Paulo, opera hoje com apenas 32,8% da capacidade útil, índice 7,7 pontos percentuais inferior ao registrado em 2021. Os sistemas Cantareira e Alto Tietê, que concentram 80% da água disponível, apresentam 30,3% e 26,1%, respectivamente.

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Na primeira fase da gestão da demanda noturna (GDN), implantada em 27 de agosto, a economia prevista era de 4 m³/s. O resultado superou a meta: foram economizados 4,2 m³/s, o equivalente a mais de 7,2 bilhões de litros de água, volume suficiente para abastecer por um mês uma cidade do porte de São Bernardo.

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Apesar do resultado positivo, o cenário climático reforçou a necessidade de ampliar a restrição. Em agosto, a Unidade de Gerenciamento de Recursos Hídricos de Piracicaba/Capivari/Jundiaí registrou apenas 3 mm de chuva, contra média histórica de 29 mm. No Alto Tietê, foram 11 mm, frente aos 32 mm esperados.

“O cenário hídrico justifica a manutenção de medidas preventivas para aumentar a oferta de água e reduzir a captação, além de preparação para medidas mais restritivas em caso de agravamento”, ressalta a presidente da SP Águas, Camila Viana. Segundo ela, a agência monitora a situação dos mananciais em tempo real e está preparada para adotar novas medidas, conforme regras estabelecidas pelo Protocolo de Escassez, em fase final de aprovação na Agência. É fundamental, entretanto, que a população contribua economizando água. "Medidas simples do dia a dia podem fazer muita diferença na redução do consumo", afirma. Uma campanha pelo uso consciente está sendo realizada pelo governo de São Paulo.




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