Alerta Governo de São Paulo anunciou medida na noite desta segunda-feira (25) para preservar níveis dos reservatórios; mananciais que abastecem a região atingem pior volume desde 2015
FOTO: Divulgação/Governo de São Paulo

O governo do Estado informou na noite desta segunda-feira (25) que irá reduzir o abastecimento noturno de água na Região Metropolitana de São Paulo para preservar os níveis dos reservatórios. A mudança deverá ocorrer no SIM (Sistema Integrado Metropolitano), que abastece as sete cidades do Grande ABC. A redução, que deve garantir uma economia de 4m³ por segundo, ocorrerá até que sejam recuperados os níveis dos reservatórios, que registram volume crítico, conforme noticiado pelo Diário na edição do último dia 11 de agosto.
Em um período de oito horas durante a madrugada, com horário de início e fim a ser definido pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, a pressão da água será reduzida. A medida de prevenção foi deliberada pela Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos de São Paulo) e deverá ser implementada em 48 horas, ou seja, a partir da noite quarta-feira (27).
A agência também solicita à concessionária que apresente um Plano de Contingência específico para a Região Metropolitana de São Paulo, a ser elaborado sob coordenação da Arsesp e em cooperação técnica com a SP Águas. A evolução destas ações será acompanhada pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística e pela Defesa Civil no âmbito do Comitê Gestor da Política Estadual de Mudanças Climáticas.
Segundo o Protocolo de Escassez Hídrica de São Paulo, a Região Metropolitana se encontra hoje em estado de atenção (reservatórios com volume útil de 39,2%). Caso esse percentual caia para valores entre 30% e 20%, é acionado o estágio crítico. Já o último estado, de emergência, é acionado quando os valores atingem percentuais inferiores a 20%.
De acordo com a SP Águas, a região atendida pelo SIM vem enfrentando uma sequência de anos com chuvas abaixo da média. “A gestão da demanda noturna é uma medida eficiente porque ajuda a economizar água, reduz perdas e causa menos impacto para a população, por ser executada no período de menor demanda”, explicou o diretor presidente da Arsesp, Thiago Mesquita Nunes.
NA REGIÃO
O reservatório Rio Grande, localizado no município são-bernardense e braço da Represa Billings, registrou no dia 8 o menor volume de água desde a crise, em 2014. O manancial é o principal da região e abastece 1,2 milhão de pessoas em Santo André, São Bernardo e Diadema.
Questionada no período, a Sabesp garantiu que não havia risco de desabastecimento. Apesar de alarmante, o reservatório operava na data com 64% da sua capacidade – superior aos demais mananciais que atendem o Grande ABC e a Região Metropolitana, como Cantareira (39,5%), Alto Tietê (33,9%) e Rio Claro (30,2%). No mesmo período do ano passado, o volume de água no Rio Grande estava em 72,4%.
Se considerar os dados de ontem, os mananciais registraram níveis ainda menores, com Rio Claro (23,2%), Alto Tietê (30,5%), Cantareira (35,9%) e Rio Grande (59,2%),
O governo de São Paulo iniciará esta semana uma campanha de conscientização da população para a redução do consumo por meio de algumas medidas, como a contenção de vazamentos, o uso de chuveiros eficientes, o uso de máquinas de lavar com carga completa, entre outras.
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