Política Titulo Operação da PF

Prefeitura de São Bernardo ainda não encontrou irregularidades em contratos investigados

A ação conduzida pela Polícia Federal apura um esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro que envolveria empresas contratadas pelo município

17/09/2025 | 16:20
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Prefeitura de São Bernardo se manifestou, nesta quarta-feira (17), sobre a operação que apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos firmados pelo município. Em nota oficial, a administração municipal informou que uma auditoria externa já havia sido contratada no início deste ano, antes mesmo do início da investigação, para averiguar convênios e contratos da cidade. Até o momento, de acordo com o comunicado, não foram identificadas irregularidades.

Segundo a Prefeitura, uma comissão especial também foi criada internamente para reforçar a apuração. O grupo tem analisado a documentação relativa aos contratos, incluindo os que foram citados na investigação. “O volume da documentação analisado é extenso, visto que são contratos firmados na gestão passada. Reforçamos, ainda, que a Prefeitura segue colaborando com as investigações e cumprindo todas as determinações judiciais”, destacou a nota.

A investigação

DGABC

A operação conduzida pela Polícia Federal apura um esquema de desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro que envolveria empresas contratadas pela Prefeitura de São Bernardo. Os agentes cumpriram duas prisões preventivas e 20 mandados de busca e apreensão em cidades da região, como Santo André, Mauá e Diadema, além da Capital.

O nome do prefeito afastado Marcelo Lima (Podemos) surgiu como peça central da investigação. Segundo os investigadores, ele possuia movimentações financeiras ilícitas, tendo como braço operacional Paulo Iran, também investigado. Ambos utilizaram tornozeleira eletrônica – o chefe do Executivo retirou a sua nesta terça-feira (16) – e estão afastados de atividades administrativas.

A apuração teve início em julho de 2025, após a apreensão de R$ 14 milhões em espécie, parte em reais e parte em dólares, encontrados com um servidor municipal ligado ao caso.

Com o afastamento de Lima, a vice-prefeita Jéssica Cormick (Avante) assumiu interinamente o comando da administração municipal. Os investigados podem responder pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro.

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