Medida Na última quinta-feira (11), o grupo de invasores que tomou o local impediu a atuação da Defesa Civil
FOTO: Denis Maciel/DGABC

A Justiça de São Paulo determinou o cumprimento de uma vistoria no prédio invadido de um antigo hospital no Centro de Diadema, após negativa dos ocupantes na última semana. Na quinta-feira (11), o grupo de invasores que tomou o local impediu a atuação da Defesa Civil. Os agentes estiveram no imóvel, localizado na esquina da Rua Oriente Monti com a Avenida Alda, com o objetivo de averiguar a estrutura.
A ação visava avaliar a segurança das instalações, já que o MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas), responsável por organizar a ocupação do imóvel, afirmou que cerca de 200 famílias, incluindo crianças, estão no local. A Justiça despachou um mandado de constatação nesta terça-feira (16), autorizando um oficial de Justiça, acompanhado da Defesa Civil e do Conselho Tutelar, a adentrar no espaço.
Em caso de negativa, a Justiça autorizou o reforço policial, visando aferir a situação do local. Segundo apurado pelo Diário, a averiguação irá acontecer ainda nesta quarta.
Em nota, a Prefeitura informou na última semana que há suspeita de instabilidade estrutural no prédio invadido. Por esse motivo, foi solicitada a atuação da Defesa Civil, com o objetivo de verificar possíveis riscos à integridade física dos ocupantes. No entanto, a equipe técnica foi impedida de entrar no imóvel e, por isso, não conseguiu atestar a segurança das instalações, o que poderia representar risco de acidentes graves ou até fatais.
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A INVASÃO
Centenas de famílias integrantes do MLB (Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas) invadiram, na madrugada deste domingo (7), o prédio abandonado no Centro de Diadema, onde já foi o primeiro hospital público da cidade. Os invasores fazem parte do movimento Palestina Livre, batizado com esse nome em homenagem a todas as vítimas da Faixa de Gaza.
O imóvel localizado na esquina da Rua Oriente Monti com a Avenida Alda, onde também já funcionou o Caps (Centro de Atendimento Psicossocial), está abandonado há 13 anos devido a impasses entre a Prefeitura e os antigos proprietários.
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