Operação No Rest A ofensiva contou com 120 agentes, sendo 60 policiais federais e 60 policiais militares rodoviários, para o cumprimento de 17 mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão
FOTO: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (17) a Operação No Rest, que desarticulou uma associação criminosa responsável por roubos de cargas e caminhões em diversos municípios de São Paulo e até em Minas Gerais. Entre as cidades atingidas pelas ações do grupo está São Bernardo, onde foram registrados crimes violentos contra motoristas de transporte de carga.
A ofensiva contou com 120 agentes, sendo 60 policiais federais e 60 policiais militares rodoviários, para o cumprimento de 17 mandados de prisão temporária e 12 de busca e apreensão, expedidos pela Vara de Garantias da Comarca de Sorocaba. Também foi determinado o sequestro de bens e valores da organização criminosa, que somam aproximadamente R$ 18 milhões.
De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Federal em Campinas, com apoio do GAECO – núcleo Sorocaba, a quadrilha atuava de forma organizada: criminosos interceptavam caminhões em movimento ou em áreas de descanso, rendiam motoristas sob ameaça de armas de fogo e mantinham as vítimas em cativeiro até a destinação dos veículos. Durante esse período, praticavam extorsões, forçando transferências bancárias e roubando documentos, celulares e pertences de valor.
O inquérito teve início em janeiro de 2025, após um roubo ocorrido em novembro do ano anterior. Entre novembro de 2024 e junho de 2025, foram identificados 26 roubos e um furto atribuídos à organização, em cidades como São Bernardo, São Paulo, Sorocaba, Jundiaí, Itupeva, Porto Feliz, Araras, Boituva, Itatiba, Itu, Itapecerica da Serra, São Lourenço da Serra e até em Extrema (MG). Um galpão em Mogi Guaçu era utilizado para desmanche dos veículos.
A Operação No Rest integra o esforço da PF em combater quadrilhas especializadas em roubos de cargas e caminhões nas rodovias do país. Desde 2021, o grupo responsável pela investigação já realizou mais de 300 prisões e deflagrou outras operações de grande porte, como Rapina (2022), Insídia, Malta e Caterva (2023), Cacaria Barrière e Vitreum (2024), além de Hammare e Baiuca (2025).
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.