Crime Gisele de Souza diz que ex-companheiro não aceitou divórcio e ameaçou envenenar os outros filhos; homem está preso
FOTO: PCSP/Divulgação

Luiz Eduardo de Alcantara Martins, 21 anos, teria matado espancada a própria filha de três meses para se vingar da companheira. O homem, que está preso temporariamente desde sexta-feira (12), confessou o crime em depoimento no 3° DP (Distrito Policial) de Mauá, que investiga o caso.
Segundo relatou a mãe ao Diário, Gisele de Souza Silva Meirelles, 34, Martins teria cometido o crime, pois não aceitou o pedido de separação. Aposentado por invalidez devido a uma hiperatividade, o homem matou Aylla Gabrielly de Souza Martins com socos na cabeça na madrugada do dia 8.
No primeiro depoimento à polícia, o Martins negou a autoria do crime. Na manhã o dia 8, Aylla foi levada sem vida à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Barão de Mauá, porque teria supostamente engasgado com leite, conforme acreditava a mãe. Gisele relatou a autoridade policial que a filha amanheceu desacordada e com vestígios de leite ao redor da boca.
A mãe da bebê, que estava de licença maternidade de sua atividade como leiturista de hidrômetro, contou que após comunicar ao marido que gostaria de terminar a relação de pouco mais de um ano, recebeu a negativa e a ameaça de que ele envenenaria ela e seus dois filhos, de 8 e 10 anos, frutos de outro relacionamento.
"Ele tinha me ameaçado, mas não imaginava que seria capaz, ainda mais de chegar a este ponto", afirmou Gisele. "Até a confissão dele à polícia, jurava que ele tinha deixado a bebê cair do colo, não que teria feito de propósito. Mas, lembrando da reação dele nos dias seguintes a morte, percebi que ele estava feliz em ver meu sofrimento com a ausência da nossa filha", concluiu.
A mãe só teve a confirmação da causa da morte da bebê na sexta-feira (12), quando em depoimento o marido assumiu a autoria das agressões. Segundo ele, irritado com o choro da criança, deu uma série de socos em sua cabeça. Gisele está com medida protetiva.
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