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Pai é preso em Mauá por matar bebê de 3 meses com socos na cabeça

Justiça concedeu medida protetiva à mãe da criança; caso está sob sigilo

16/09/2025 | 09:00
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FOTO: Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O 3º DP (Distrito Policial) de Mauá investiga a morte de Aylla Gabrielly de Souza Martins, de apenas três meses, que faleceu devido a um traumatismo craniano. O pai da vítima, Luiz Eduardo de Alcantara Martins, 21 anos, foi preso temporariamente, na sexta-feira (12), acusado de ter espancado a bebê. Na ocasião, ele confessou o crime, de acordo com informações da SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo). 

Segundo as diligências, o jovem, que é aposentado por invalidez devido à hiperatividade, é suspeito de agredir a bebê com socos na cabeça. A SSP informou que medida protetiva foi solicitada e concedida em favor da mãe da criança e esposa do investigado, a leitora de hidrômetro, Gisele de Souza Silva Meirelles, 34. 

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) disse que o caso segue em investigação sob segredo de justiça e não informou mais detalhes. 

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Em depoimento anterior, em 8 de setembro, Martins havia negado o crime. Na manhã deste dia, Aylla foi levada sem vida à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Barão de Mauá, porque teria supostamente engasgado com leite, conforme acreditava a mãe. Gisele relatou em seu depoimento à polícia que a filha amanheceu desacordada e com vestígios de leite ao redor da boca. 

Porém, a equipe médica constatou que ela teria sofrido um traumatismo craniano, por espancamento ou queda, e acionou o Conselho Tutelar e a polícia. 

De acordo com BO (Boletim de Ocorrência) realizado no dia do ocorrido, mãe desconhecia que a menina tivesse passado por agressão física. Gisele falou que houve uma queda em julho, mas Aylla teria recebido à época atendimento adequado. Vizinhos que ajudaram a socorrer afirmaram que a bebê, assim como as demais crianças, parecia estar sempre bem cuidada e nutrida.

Gisele tem mais dois filhos, de 8 e 10 anos, de outro relacionamento, os quais se relacionavam bem com o acusado, conforme informações do BO. Ainda segundo o documento policial, os vizinhos não ouviram qualquer indício de briga ou agressão.

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