Palavra do Leitor

Noção
Os legisladores que criam leis nocivas à sociedade e executivos que as executam são os mesmos que foram envolvidos no rastro da extinta Lava Jato, que se valem dos cargos nas mais altas esferas do poder da República para se locupletar e encher os bolsos com o dinheiro público. Recursos espúrios que lhes garantem viver no luxo e, por que não?, na luxúria, enquanto a maioria dos brasileiros que paga boa parte dessa vida nababesca com o suor do seu trabalho conta moeda no fim do mês para pôr o pão na mesa. Isso quando ainda sobram algumas moedas. Os políticos disfarçados de “homens públicos” e agregados que têm feito do Congresso Nacional e de salas do palácio sede da Presidência verdadeiras trincheiras de negociatas que drenam bilhões dos cofres públicos, dinheiro que deveria ser usado para dar uma vida digna a milhões de brasileiros. Infelizmente, estamos diante de milhares de ladravazes espalhados por todo o Brasil, no comando em todos os níveis do Legislativo, Executivo e da economia. Para que tanta ganância? De que adiantam então os bilhões surrupiados do erário pelos corruptos vorazes, em detrimento do contribuinte brasileiro? É a história triste de um País em que reina a impunidade a favor dos grandes ladrões do colarinho branco!
Francisco Emídio Carneiro
São Bernardo
Lula
A declaração do descondenado, dizendo que fica “triste ao ver pobre roubando pobre”, quase me levou às lágrimas. Gostaria de saber se o senhor também ficou triste quando a quadrilha sindical organizada pelo seu governo roubou R$ 6,8 bilhões dos pobres aposentados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). É muita hipocrisia em uma só pessoa!
Vanderlei Retondo
Santo André
Moinho São Jorge
‘Moinho São Jorge vai a leilão por acúmulo de dívidas de IPTU’ (Economia, dia 12). Na adolescência, morava, trabalhava e estudava no Bairro Camilópolis. De vez em quando, promoviam bailes, normalmente aos sábados à noite, das 22h às 4h, no salão de festas do Moinho São Jorge. O espaço era chamado de Palácio de Mármore. Era luxuoso. Tinha até um jardim suspenso, onde, nos intervalos, o pessoal ia para tomar um ar fresco e apreciar a vista, de onde se via a estrada de ferro de um lado e, do outro, a Avenida do Estado, margeando o Rio Tamanduateí. Quando tínhamos dinheiro para comprar o convite, naquela época não era ingresso, meus amigos e eu íamos dançar no salão do Moinho São Jorge. As músicas eram tocadas por conjuntos, hoje chamam de bandas, ao vivo. Tivemos o privilégio de frequentar lugar que a rainha da Inglaterra, Elizabeth II, fez questão de conhecer. Ela visitou o Palácio de Mármore quando esteve em São Paulo, em novembro de 1968. Hoje, aquele lugar charmoso perdeu o brilho. Pena!
Paulo Moriassu Hijo
São Caetano
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