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Sabesp elimina 592 ‘gatos’ em ligações de água na região

Irregularidades foram identificadas em cinco cidades; empresa diz que prejuízo é de R$ 2,3 milhões

14/09/2025 | 09:01
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FOTO: Arquivo/DGABC
FOTO: Arquivo/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) identificou, nos sete primeiros meses deste ano, 592 ‘gatos’ em ligações de água nos municípios de Santo André, São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. São Caetano não é abastecido pela companhia e, em Mauá, o fornecimento ocorre em parceria com a BRK Ambiental, por isso, essas cidades não estão incluídas na fiscalização da empresa. 

As irregularidades geraram um prejuízo de R$ 2,3 milhões à Sabesp. Segundo a companhia, o desvio da água também causa danos à população por trazer risco de falta de abastecimento. No Estado, foram realizadas 105.304 fiscalizações de instalações hidráulicas de imóveis, operações que verificam as condições do medidor de água (hidrômetro) e da tubulação que conecta o imóvel à rede de distribuição. Nessas ações, que integram a Operação Gato Molhado, foram identificadas e eliminadas 18.706 ligações ilegais. 

“Sempre que ocorre uma ligação clandestina ou direta na rede, a estrutura da Sabesp, dimensionada para atender um número específico de ligações naquela região, fica comprometida. Quando alguém faz um gato, há um risco de desperdício, justamente em um momento em que enfrentamos escassez de recursos hídricos”, explica o coordenador de Combate às Irregularidades da Sabesp, Gabriel Seibarauskas.

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Como exemplo, a Sabesp citou uma ligação irregular encontrada em agosto em um condomínio residencial no bairro da Liberdade, centro da Capital. Na ocasião, 76 apartamentos eram abastecidos irregularmente, pois a água do imóvel havia sido cortada por falta de pagamento das contas. O edifício tinha débitos de R$ 228.394,58.

“O edifício, porém, furtava água graças a uma ligação clandestina direto na rede da Sabesp. O síndico foi levado para a delegacia, foi lavrada uma multa de R$ 78 mil e o ‘gato’ foi desfeito”, explicou a Sabesp.

OPERAÇÃO

Para alcançar esses números de fiscalização, a Sabesp informou que tem contratado profissionais para as áreas de inteligência e fiscalização e destacado mais equipes para os casos recorrentes ou de alterações de consumo. 

“O furto de água também prejudica a todos. Quem desvia água da rede não se preocupa com o uso racional de um bem escasso. Isso também desequilibra o sistema e pode levar à falta d’água nos imóveis ao lado, especialmente nos casos de grandes consumidores, que retiram volumes importantes de água da rede de abastecimento”, reforçou a companhia.

Além disso, o furto de água é crime e está descrito no artigo 155 do Código Penal. Dependendo dos meios utilizados para a prática, pode ser classificado como furto qualificado e pode levar à prisão por até oito anos, além da possibilidade de corte da água e pagamento de multa para a empresa.




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