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Consórcio questiona Sabesp sobre redução de água na região

Ofício solicita previsão de término do racionamento e alternativas para o desabastecimento; documento também foi enviado ao Estado

12/09/2025 | 08:38
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FOTO: Divulgação
FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC enviou um ofício ao presidente da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Carlos Augusto Leone Piani, solicitando esclarecimentos oficiais sobre o racionamento de água iniciado em 27 de agosto nas cidades da região.

O mesmo documento foi encaminhado à Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo), responsável por fiscalizar os serviços e que autorizou a redução da pressão da água no período das 21h às 5h, medida que afeta os municípios de Santo André, São Bernardo, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

São Caetano é a única cidade que não foi afetada pelo racionamento, visto que o município compra água da Sabesp e faz o fornecimento à população por meio do Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental). 

DGABC

Assinado pelo secretário-executivo do Consórcio, Aroaldo da Silva, o ofício destaca a preocupação dos prefeitos do Grande ABC com os impactos que eventuais medidas de restrição podem causar à população e à economia regional. 

Entre os questionamentos está a previsão de término do período de racionamento. Dois dias antes do início da redução da pressão da água, em 25 de agosto, a Sabesp havia informado que a medida seria adotada até que fossem recuperados os níveis dos reservatórios, que estavam em volume crítico.

Na ocasião, a companhia divulgou que a diminuição da quantidade de água iria gerar economia de 4m³ por segundo. Segundo última atualização da Sabesp, nestas duas primeiras semanas da redução de pressão noturna na Região Metropolitana de São Paulo, foram economizados 5,3 bilhões de litros de água dos mananciais.

Entretanto, os sistemas que abastecem o Grande ABC continuam com níveis baixos em comparação com o dia 25 de agosto. Segundo dados atualizados às 21h de ontem, o sistema Rio Grande caiu de 72,4% para 55,3% de capacidade; o Cantareira, de 39,5% para 32%; o Alto Tietê, de 33,9% para 27,4%; e o Rio Claro, de 30,2% para 21,8%.

PEDIDO

O documento enviado pelo Consórcio à Sabesp solicita, além de uma data para o fim da medida, alternativas previstas para o desabastecimento e forma de realização, bem como mapeamento e monitoramento do abastecimento. 

O ofício reforça ainda a importância da transparência e diálogo com a sociedade, uma vez que a região concentra um dos maiores polos industriais do País, com quase três milhões de habitantes. Para o secretário-executivo, Aroaldo da Silva, o pedido de informações integra o “compromisso do Consórcio em articular políticas públicas de interesse comum e assegurar a qualidade de vida dos moradores da região”. 

Procurada, a Sabesp informou que recebeu o documento e prestará as informações solicitadas à entidade. “A Companhia esclarece ainda que está dialogando com os municípios atendidos sobre as medidas adotadas para o cumprimento da deliberação da Arsesp, que determinou a adoção da redução de pressão noturna. Não é racionamento de água”, informou. 

A Arsesp não se manifestou até o fechamento desta edição. 




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