Em entrevista Para o presidente do Progressistas, concretização da candidatura depende da conjuntura política e movimentações de Tarcísio de Freitas
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

O cenário eleitoral paulista de 2026 pode, a depender da conjuntura eleitoral, sofrer mudanças significativas nos players colocados para a disputa do Palácio dos Bandeirantes dentro do grupo liderado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“Seria um sonho meu lançar (Guilherme) Derrite ao governo do Estado”, declarou o presidente estadual do Progressistas, deputado federal Maurício Neves, em entrevista exclusiva ao Diário.
O congressista, acompanhado de Marcel Munhoz e Gilberto Costa, colegas de partido e vereadores de São Caetano, em visita ao jornal na tarde de ontem, garantiu que apesar de projetar ter o secretário de Segurança Pública em voo mais alto, a decisão passa por série de fatores antes de ser efetivada. “Caso Tarcísio fosse para lá (disputa presidencial)”, pontuou Neves.
Para o deputado, o progressista seria alternativa viável no mesmo campo ideológico para a disputa. Outro nome analisado para ser cabeça de chapa é o do prefeito da Capital, Ricardo Nunes (MDB).
Convencer o PL, provável partido para acolhimento de Tarcísio em uma empreitada nacional, e o Republicanos, de que o candidato deve vir do arco de alianças, deverá ser outro desafio a ser vencido. Para Maurício Neves, outro obstáculo seria convencer Derrite, deputado federal licenciado, a abrir mão de sua intenção de disputar uma vaga no Senado.
Segundo o presidente do partido, até o período da janela partidária – que se abre seis meses antes da eleição –, o cenário indica que o secretário de Segurança deverá entrar na disputa por uma das cadeiras a senador. “Derrite é pré-candidato ao Senado. Com todo o respeito aos nossos representantes de São Paulo, acho que precisamos de um quadro com um pouco mais de peso, e (Derrite) se encaixa muito bem nesta vaga”, disse Neves.
A aposta é de que, caso eleito senador, Derrite possa avançar em pautas específicas da Segurança Pública, tema permanente não apenas na sociedade paulista, mas em todas as regiões do País. Enquanto deputado, ele foi relator na Câmara do projeto que propôs o fim da saidinha temporária de presos. “É um cara da política, prioriza o diálogo”, ponderou o dirigente sobre o perfil do correligionário.
Questionado se o Progressistas terá candidato a deputado estadual no Grande ABC, Maurício Neves não descartou a possibilidade. Entretanto, preferiu não citar nomes e limitou-se a dizer que tudo dependerá da conjuntura política com as movimentações de Tarcísio e Derrite. Disse, contudo, que hoje o partido e a bancada em São Caetano estão alinhados com Thiago Auricchio (PL).
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EM NÍVEL NACIONAL
Maurício Neves foi questionado sobre o desembarque da Federação União Progressista do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar, no entanto, negou que o partido fizesse parte da base de apoio ao presidente.<EM>
“Nunca estivemos presentes no governo. O presidente Lula fez um convite ao (André) Fufuca (ministro do Esporte). Ele é do Maranhão, lugar que tem muito voto da esquerda. Foi um aceno (de Lula) para tentar construir uma aproximação. Porém, o presidente (do Progressistas) senador Ciro Nogueira sempre falou que seria oposição, mas hoje nos posicionamos com independência”, disse.
Em relação à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e três meses de prisão, Maurício Neves afirmou respeitar as decisões do Judiciário, mas deixou claro que discorda da sentença. Segundo o congressista, tanto ele quanto o partido acreditam que “não houve golpe” e consideram a condenação “uma grande injustiça”.
Para o deputado, é preciso avançar com a pauta da anistia. Entretanto, há divergências entre lideranças das bancadas que defendem a pauta. Entre os pontos de conflito está a inclusão da legibilidade do ex-presidente. A ideia, segundo Neves é a de construir uma anistia que possa minimamente dar conforto para as pessoas presas há dois anos pelo 8 de janeiro e a Bolsonaro.
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