Após rejeição na Câmara Partido reforçou que defende a apuração do caso pela Polícia Federal, o qual envolve o prefeito afastado, com total transparência à população
FOTO: Arquivo/DGABC

O PT de São Bernardo divulgou nota nesta quinta-feira (11) após receber críticas por seus representantes na Câmara terem votado contra a abertura de uma comissão processante que poderia resultar no impeachment do prefeito Marcelo Lima (Podemos). afastado do cargo por ordem da Justiça. Os 25 vereadores votaram contra a proposta apresentada pelo Psol.
O diretório afirmou que o partido não se opõe ao pedido, reconhecendo a relevância política da medida. Porém, alertou que o caso não pode ser reduzido a disputas partidárias. “Desde o início, temos afirmado que não se trata apenas de uma questão política, mas sim de um caso de polícia, que exige investigação séria, rigorosa e transparente”, disse
O partido destacou que a Constituição Federal e a Lei Orgânica Municipal asseguram o direito de qualquer cidadão apresentar denúncias ou pedidos de impeachment, bem como garantem o direito de defesa e o princípio da isonomia para todos os gestores públicos.
O PT reforça ainda que defende a apuração do caso pela Polícia Federal, com total transparência à população, e que apresentará medidas cabíveis caso haja comprovação das denúncias, sempre com base em fatos concretos e sem oportunismos políticos.
Na nota, o partido também enfatiza que somente a direção do PT pode se pronunciar oficialmente em nome da legenda em São Bernardo do Campo. “Seguiremos firmes na defesa da democracia, da justiça e do direito do povo de São Bernardo a viver em uma cidade governada com ética, responsabilidade e respeito ao interesse público”, afirma o documento.
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Câmara rejeita investigar prefeito afastado
Vinte e sete dias após o afastamento de Marcelo Lima, a Câmara Municipal de São Bernardo do Campo rejeitou, nesta quarta-feira (10), de forma unânime, a abertura de uma comissão processante que poderia resultar no impeachment do prefeito. Todos os 25 vereadores votaram contra a proposta apresentada pelo PSOL.
O pedido contava com apoio de lideranças do partido, incluindo a deputada estadual Ediane Maria e a vereadora de São Caetano Bruna Biondi. Após a divulgação da votação, houve breves protestos de militantes do PSOL, sem qualquer reação dos vereadores presentes.
Na mesma sessão, o Parlamento aprovou 12 matérias de autoria da própria Casa, entre elas títulos beneméritos a cidadãos e entidades, moções de congratulação e outras proposituras.
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