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Cores neutras representam 68% da frota total de veículos que circulam pelo Grande ABC

Preto, prata, branco e cinza estampam a lataria de 1,4 milhão dos 2,03 milhões de carros registrados nas sete cidades

11/09/2025 | 09:10
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 Um oceano pintado de cinza, preto, branco e prata trafega nas ruas e avenidas do Grande ABC. Cerca de 68% da frota total de carros da região são dessas quatro cores, segundo dados do Senatran (Secretaria Nacional de Trânsito) compilados pelo Diário. O cenário é bem diferente de décadas atrás, quando se via um vasto diferencial nas colorações das latarias dos automóveis.

No total, as sete cidades registram por volta de 2,03 milhões de veículos em julho de 2025, sendo que 1,4 milhão são das cores consideradas ‘neutras’. O preto é a mais predominante com cerca de 20% (409 mil), seguido de prata e branco com 17% (363 mil e 346, respectivamente) e cinza com 13% (269 mil).

Dentro do montante, o pigmento vermelho ainda se mantém vivo nos logradouros da região, com 261 mil automóveis (12%). Colorações como azul, verde e amarelo, tão comuns em veículos antigos, tentam recuperar espaço. Atualmente, as três cores juntas representam apenas 14% (176 mil, 89 mil e 25 mil, respectivamente) nas sete cidades.

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O gerente executivo de produto da Volkswagen da planta de São Bernardo, Max Frik, explica que a tendência de cores básicas pode ser pela preocupação na venda do exemplar adquirido. “Acreditamos que haja uma preocupação com a revenda do carro e, talvez, por este motivo, as cores digamos assim mais tradicionais ganham espaço”, afirmou o executivo.

De acordo com um levantamento, de 2023, da FBVA (Federação Brasileira de Veículos Antigos), das 13 mil unidades cadastradas com dados de cores disponíveis até 1993, a carcaça mais comum era azul, com 17%. Depois apareciam branco e vermelho, ambos com 16%, verde (11%), bege (10%), cinza (7%) e preto e amarelo, com 6%.

O presidente da FBVA, André Pesserl, destacou que a realidade atual não é uma exclusividade da região. “Essa realidade não é apenas no Grande ABC, mas em todo o Brasil. A resposta passa por aspectos como custo de produção e uma mudança do perfil dos compradores de veículos zero quilômetro”, disse o gestor da Federação.

Nos oito meses desse ano, a entidade realizou o registro de 1.597 veículos, todos com mais de 30 anos de fabricação. O recorte traz as cinco primeiras cores sendo: 19% de latarias vermelhas, 16% de azuis, 13% de brancas, 10% de verdes e pretas.

Pesserl ainda confirma que as cores eram mais vivas há 50 anos. “Os anos de 1970 e 1980m, sem dúvidas, foram décadas em que a diversidade era destaque entre os veículos. Cores vivas e diferentes tonalidades ganhavam as ruas e as faziam mais belas. Uma antítese do que vimos nas últimas décadas”, completou André Pesserl

Segundo Max Frik, as montadoras trabalham com diversas formas de pigmentos, mas algumas cores são mais caras que outras. “Nossos carros podem trazer, por exemplo, até 12 anos de garantia contra corrosão e isso é importante para o cliente, não só por manter o carro valorizado por mais tempo, mas também pelo aspecto visual. Tudo isso impacta o valor, e sim, existem cores mais baratas e outras mais caras, dependendo da pigmentação e até do processo produtivo”, destacou.

Na Volkswagen de São Bernardo, as cores trabalhadas na planta recebem os nomes de preto ninja, cornflower, sage green, cinza platinum, branco cristal, prata sirius, moostone grey, biscay blue, sunset red e titan blue.

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