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Policial morto em favela era sócio de Gianello e réu por tentar matar PM aposentado

Empresa de Caio Bruno, agente do Denarc, e do vereador de São Caetano atua no ramo imobiliário

04/09/2025 | 23:33
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FOTO: Reprodução Redes Sociais Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 Conhecido em São Caetano por supostamente não cumprir compromissos com cabos eleitorais e elevar o patrimônio em mais de 1.350%, o advogado e vereador Matheus Gianello (PL) mantinha estreitas relações com um homem acusado de tentar matar um policial militar aposentado.

Caio Bruno, de 33 anos, era sócio do parlamentar na Nigth Participações, empresa de investimentos com foco no segmento imobiliário, até terça-feira (2), quando foi morto na Favela do Gato, na região do Bom Retiro, no centro da Capital. O empresário também era policial civil e estava lotado no Denarc (Departamento de Narcóticos).

Caio Bruno, segundo relato de testemunhas à Polícia Civil, tentou entrar em um imóvel sem ordem judicial e foi impedido por um morador da comunidade. Na confusão, o policial teria disparado contra o homem e o ferido. Outras três pessoas entraram na briga e imobilizaram Caio Bruno, que acabou agredido, teve o rosto desfigurado e a vida tirada. O quarteto foi preso.

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O sócio de Gianello, com quem nutria amizade de longa data, era réu por tentativa de homicídio. e estava aguardando o julgamento marcado para o dia 2 de dezembro deste ano em liberdade.

O crime do qual Caio Bruno é acusado ocorreu na Rua Guaipá, em 10 de maio do ano passado, nas imediações da estação Imperatriz Leopoldina da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos).

À época dos fatos, o empresário conversava com um homem quando teria se desentendido com um policial militar aposentado de 69 anos. Os dois brigaram e trocaram tiros. Caio não foi atingido, mas Amilton Batista de Adorno ficou ferido.

Na delegacia, o militar afirmou que Caio Bruno supostamente recebia propina de uma pessoa não identificada. Porém, em diligências à casa de Adorno, policiais encontraram veículos com placas adulteradas, resultando na abertura de outro inquérito.

O vereador confirmou que o policial era um “amigo de longa data” e que eles e outras pessoas integram “grupo que investe no mercado imobiliário”. “Na vida pessoal e no seu serviço concursado, tudo o que fazia dizia respeito às suas próprias atribuições”, disse Gianello, ao lamentar o assunto tratado como “pauta política”.

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