Política Titulo Em 2026

Alex vai abrir mão da reeleição a deputado e mira vaga de senador

Político argumenta que já cumpriu seu ciclo na Casa e defende união do Grande ABC na busca por um cargo inédito na história das sete cidades

Evaldo Novelini
Nilton Valentim
04/09/2025 | 23:04
Compartilhar notícia
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC 01 2025
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC 01 2025 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O deputado federal Alex Manente (Cidadania) revelou ontem que não vai concorrer à reeleição em 2026. O parlamentar, de São Bernardo, justificou a decisão como o encerramento de um ciclo. A partir de agora, disse em entrevista exclusiva ao Diário, ele começa a pavimentar a estrada para viabilizar sua candidatura ao Senado, Casa à qual o Grande ABC nunca elegeu ninguém.

“Acredito que a minha missão foi cumprida como deputado federal. Acredito que fui o deputado federal que mais conquistou recursos e notoriedade para a nossa região. Imagino que, para dar sequência, precisamos ter novas lideranças no Congresso”, anunciou Alex, dizendo que só disputou o terceiro mandato na Câmara, em 2022, por motivo bastante específico.

“Fui candidato porque entendi que ter sido apontado pelo Ranking dos Políticos como o melhor deputado federal do País naquela legislatura me dava a missão de continuar representando o Grande ABC num patamar que a região, extremamente forte e pujante, precisa estar inserida nos debates nacionais”, lembrou Alex.

DGABC

O Ranking dos Políticos é iniciativa da sociedade civil que avalia desempenho de parlamentares da Câmara e Senado com base em critérios como combate a privilégios, desperdícios e corrupção. Alex foi eleito o melhor deputado federal nos anos de 2021 e 2022 e na legislatura 2019-2022.

Alex contou que pretende seguir na vida pública e admitiu que poderá disputar uma das duas vagas do Estado ao Senado em outubro de 2026, conforme já sinalizara em entrevista ao Diário, em junho, o presidente nacional do Cidadania, Comte Bittencourt.

“Entendo que as circunstâncias do País nos possibilitam pensar num novo desafio. Imagino que a nossa região, pela força que tem, possui condições de ter também a disputa de um cargo que nós nunca tivemos, que é o de senador”, conjecturou Alex. Ao ser questionado sobre se estava disposto a ser candidato ao posto, disse que sim.

“Vou trabalhar para isso. Acredito que, legislativamente, estou preparado para enfrentar esse desafio. Os anos de Parlamento me dão essa condição. Sou líder de bancada há sete anos, então tenho experiência suficiente para poder representar o que São Paulo e o Grande ABC merecem no Senado”, declarou Alex.

O deputado argumentou que, para ter viabilidade, o candidato requer alianças, tempo de televisão, chapas fortes à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal e dinheiro. “Temos de atingir de 65% a 70% de votos da região”, estimou, estabelecendo meta de obter 1,5 milhão dos 2,15 milhões de sufrágios das sete cidades. Serão necessários cerca de 6 milhões para assegurar uma cadeira.

‘Eleitor de SP dá pouco valor para o Senado’

O deputado federal Alex Manente (Cidadania) afirmou que o eleitor de São Paulo dá pouco valor para o voto ao Senado, o que acaba se refletindo na baixa participação do Estado na discussão de temas importantes para o território paulista, como a defesa da indústria.

“A avaliação que tenho é a de que o eleitor de São Paulo dá pouca importância para o voto dos senadores. Precisamos mudar essa condição”, declarou Alex ao ser questionado pelo Diário sobre o desconhecimento dos paulistas sobre os nomes de seus representantes na Câmara Alta.

Segundo o deputado, a voz de São Paulo no Senado já é relativamente fraca porque a Casa não obedece à proporcionalidade dos cidadãos. São Paulo, com 46 milhões de habitantes, possui as três mesmas cadeiras que o Acre, com 884 mil.

“Já saímos no prejuízo. E, ao não valorizar esse voto, não temos senadores que, de fato, lutem e consigam ser uma voz do tamanho de São Paulo dentro do Senado. Acho que é esta a grande missão: mostrar para o eleitor de São Paulo o quão importante é escolher bem um senador. Isso faz diferença”, ilustrou o deputado federal.

Alexandre Luiz Giordano (MDB), Mara Gabrilli (PSD) e Marcos Pontes (PL) são os senadores paulistas. Os mandatos são de oito anos, sendo que os dois primeiros estão concluindo os seus.

LEIA TAMBÉM

Vereador sugere lei do sossego à Prefeitura de São Bernardo




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;