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Defesa de Bolsonaro questiona provas e delação de Cid sobre minuta do golpe

No segundo dia de sessões, o destaque ficou para a sustentação oral da defesa do ex-presidente, que buscou desqualificar provas do processo e contestar a delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid

03/09/2025 | 10:50
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FOTO: Rosinei Coutinho/STF/ Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A 1ª Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) retomou nesta quarta-feira (3) o julgamento da ação penal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados de tentativa de golpe de Estado. No segundo dia de sessões, o destaque ficou para a sustentação oral da defesa do ex-presidente, que buscou desqualificar provas do processo e contestar a delação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

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O advogado Celso Sanchez Vilardi, que representa Bolsonaro, afirmou que o julgamento é “histórico” e criticou o que chamou de falta de elementos que comprovem a ligação direta do ex-presidente com os fatos investigados. “Nós estamos diante de um julgamento histórico pela importância do tema subjacente, a própria acusação a questão do estado democrático de direito, por envolver um ex-presidente da República, generais, e tantas pessoas em um processo que tem vários núcleos. (...) Não há uma única prova que atrele o presidente ao Punhal Verde Amarelo, à Operação Luneta e ao 8 de janeiro. Nem o delator, que sustento que mentiu contra o presidente da República, chegou a dizer sobre participação nesses fatos”, afirmou Vilardi no plenário.

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Segundo o advogado, a acusação contra Bolsonaro nasceu da apreensão de uma minuta golpista no celular de Mauro Cid, hoje colaborador da Justiça. Vilardi acusou o delator de ter “mentido contra o presidente” e afirmou que a denúncia apresentada pelo Ministério Público não conseguiu produzir provas concretas.

O julgamento

Na terça-feira (2), o ministro Alexandre de Moraes apresentou o relatório do processo e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, fez a acusação. Também foram ouvidos os advogados de Mauro Cid, Alexandre Ramagem, Almir Garnier e Anderson Torres.

Nesta quarta (3), é a vez das defesas de Augusto Heleno, Jair Bolsonaro, Paulo Sérgio Nogueira e Braga Netto.

Bolsonaro responde por cinco crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. Caso seja condenado, as penas podem chegar a 43 anos de prisão.




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