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Julgamento de Bolsonaro e mais sete réus segue na sessão desta quarta-feira

Expectativa fica com a manifestação da defesa do ex-presidente

03/09/2025 | 08:42
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FOTO: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
FOTO: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu, por volta das 17h55 de ontem, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de mais sete réus do núcleo 1 da trama golpista. O julgamento será retomado hoje, a partir de 9h, quando serão ouvidas as sustentações dos advogados de Bolsonaro; do ex-ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), Augusto Heleno; ex-ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira e do general Braga Netto, ex-ministro de Bolsonaro e candidato a vice na chapa de 2022.

No primeiro dia de julgamento, na parte da manhã, o relator, ministro Alexandre de Moraes, leu o relatório da ação penal, documento que contém o resumo de todas as etapas percorridas no processo, desde as investigações até a apresentação das alegações finais, última fase antes do julgamento. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu a condenação de Bolsonaro e dos demais acusados.

Após intervalo para almoço, os ministros começaram a ouvir as sustentações dos advogados dos oito réus. A primeira a falar foi a defesa de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro. O advogado defendeu a manutenção do acordo de delação premiada e negou que o militar tenha sido coagido pelo ministro Alexandre de Moraes e integrantes da Polícia Federal a delatar.

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Em seguida, o advogado do ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem negou que tenha sido determinado o monitoramento ilegal de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de desafetos políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o advogado Paulo Renato Cintra, Ramagem apenas “compilava pensamentos do presidente da República”.

A defesa do almirante Almir Garnier negou nesta terça-feira (2) que o militar tenha colocado as tropas à disposição da tentativa de golpe de Estado para reverter o resultado das eleições de 2022. 

Último a se manifestar neste primeiro dia de julgamento, a defesa do ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal da Justiça Anderson Torres classificou chamada minuta do golpe encontrada pela Polícia Federal (PF) como “minuta do Google”. 

Os réus respondem pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça, deterioração de patrimônio tombado. Foram destinadas oito sessões para análise do caso, marcadas para os dias 2, 3, 9, 10 e 12.

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