Esquema de corrução Kimio Mizukami é apontada como 'laranja' no esquema de corrupção bilionário
Fachada da residência e empresa em Ribeirão Pires (FOTO: Denis Maciel/DGABC)

A Justiça de São Paulo mandou pôr tornozeleira eletrônica na professora aposentada e mãe do fiscal de Ribeirão Pires, Kimio Mizukami da Silva, 73. Ela é apontada como ‘laranja’ no esquema de corrupção bilionário que era, supostamente, liderado pelo seu filho e auditor da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Artur Gomes da Silva Neto.
A ordem para monitoramento da idosa foi dada pela Justiça de São Paulo no âmbito da decisão de recebimento da denúncia do MP (Ministério Público do Estado de São Paulo).
De acordo com o MP, o auditor fiscal manipulava processos administrativos para facilitar a quitação de créditos tributários de empresas. Em contrapartida, recebia pagamentos mensais de propina por meio da empresa de auditoria tributária Smart Tax, registrada em nome da mãe de Artur e com endereço em Ribeirão Pires
O ponto de partida da investigação foi a evolução patrimonial de Kimio. Em 2021, a professora declarou R$ 411 mil ao Imposto de Renda. O patrimônio saltou para R$ 46 milhões em 2022 e para R$ 2 bilhões em 2024, em decorrência dos "rendimentos" da empresa.
Durante a Operação Ícaro, que deflagrou o esquema, o empresário e dono da Ultrafarma, Sidney Oliveira, e o diretor da Fast Shop, Mário Otávio Gomes, também foram detidos, mas já estão soltos.
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