Dia do Profissional de Educação Física O dia do Profissional de Educação Física, oficializado há 27 anos, ressalta a atuação essencial dentro e fora das academias
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No Brasil, o Dia do Profissional de Educação Física é comemorado em 1º de setembro, em alusão à lei sancionada em 1998 que regulamentou a profissão e estabeleceu a exigência de formação superior e registro em conselho para o exercício da atividade. Mais do que marcar a conquista legal da categoria, a data se tornou uma oportunidade de reconhecer a relevância dos profissionais no cuidado com a saúde e na orientação segura da prática de exercícios.
O crescimento das academias no país reforça ainda mais esse papel. Segundo dados do Confef (Conselho Federal de Educação Física), o Brasil está entre os maiores mercados do setor fitness no mundo. Nesse cenário, a presença do profissional se torna essencial para lidar com diferentes perfis de alunos — de iniciantes que buscam qualidade de vida até atletas que precisam de treinos de alto rendimento.
Além da atuação nas academias, o educador físico também tem presença marcante em escolas, clubes, empresas e até em iniciativas de saúde pública, ajudando a combater o sedentarismo e prevenir doenças crônicas. Cada vez mais, o trabalho desses profissionais é visto como parte de uma estratégia de bem-estar coletivo, e não apenas como apoio para objetivos estéticos.
Outro ponto importante é a evolução constante das metodologias de treino. Se antes predominava a ideia de repetições fixas e cargas pré-estabelecidas, hoje os programas consideram fatores como individualidade biológica, biomecânica e até aspectos emocionais que influenciam a adesão do aluno. Esse cenário exige atualização contínua dos profissionais da área, que precisam estar em sintonia com a ciência do movimento humano.
Para o treinador da Smart Fit, Lucas Florêncio, a atuação do profissional de Educação Física no acompanhamento especializado faz diferença direta no desempenho. Sem orientação, é comum que iniciantes usem cargas inadequadas, ignorem o planejamento de treinos e executem movimentos de forma incorreta. O profissional também deve estar atento às necessidades e limitações individuais dos alunos.
“Com acompanhamento, o aluno consegue um plano estruturado, progressivo e ajustado à sua realidade. Na prática, isso ajuda a chegar aos resultados de forma mais rápida e sustentável, reduzindo frustrações e aumentando a motivação”, explica o profissional.
Florêncio lembra que a falta de supervisão pode levar a problemas de saúde. “É comum observar alunos que iniciam sem orientação, repetindo padrões incorretos por semanas, até que dores ou lesões apareçam. Um pequeno ajuste na postura, que o profissional identifica em segundos, pode evitar futuros tratamentos fisioterápicos”, alerta.
Neste 1º de setembro, o treinador destaca a relevância da data. “O profissional de Educação Física é o elo entre a ciência do movimento humano e a rotina do aluno. Valorizar este especialista é valorizar a própria saúde e evolução”, diz.
Ele também deixa cinco recomendações práticas para quem treina musculação:
Respeite a técnica: Priorize a execução correta antes de pensar em carga.
Organize a rotina: Siga um plano progressivo, evitando improvisos diários.
Cuide da mobilidade: Alongamentos e ativações reduzem o risco de lesão.
Valorize descanso e recuperação: O músculo cresce fora da sala de treino.
Peça feedback constante ao profissional de educação física: Pequenas correções fazem grande diferença a longo prazo.
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