Repercussão Ministra das Relações Institucionais criticou declaração em que o governador de São Paulo afirmou que sua primeira medida, se fosse presidente, seria indultar o ex-mandatário
FOOT: Jose Cruz/Agência Brasil

A ministra das Relações Institucionais do governo federal, Gleisi Hoffmann (PT), respondeu às declarações ao Diário do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que defendeu um eventual indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso ocupasse a Presidência da República. “Candidato fantoche", disse a petista.
Em entrevista exclusiva ao Diário, Tarcísio classificou como “injusta” a prisão domiciliar de Bolsonaro e afirmou que o Congresso deveria trabalhar por uma anistia como forma de “pacificação” no País. O governador também elogiou o ex-presidente, chamando-o de “fortaleza moral e intelectual”. Questionado sobre a possibilidade de indulto, declarou: “Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”.
A resposta de Gleisi veio por meio de publicação na rede social X (antigo Twitter). Para a ministra, a fala de Tarcísio revela que “seu chefe é culpado” e que ele “não respeita o Estado de Direito nem a Justiça”.
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“É impossível não comparar com os primeiros atos do presidente Lula nesse terceiro mandato. No primeiro dia, Lula recriou e fortaleceu o Bolsa Família, restabeleceu as políticas de proteção ao meio ambiente e revogou os decretos de Bolsonaro que liberavam a venda de armas de fogo, a mineração em áreas protegidas e a segregação de crianças com deficiência nas escolas”, escreveu.
Na avaliação de Gleisi, a diferença entre Lula e Tarcísio é a de um governante que “pensa no povo e no País” e um “candidato fantoche que só pensa em servir aos interesses de seu chefe”.
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