Política Titulo Defendeu a anistia

Tarcísio sobre julgamento de Bolsonaro: ‘Hoje não posso falar que confio na Justiça’

O governador, que foi ministro da Infraestrutura durante o governo Bolsonaro, disse ter convicção da inocência do ex-chefe do Executivo

29/08/2025 | 17:30
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FOTO: Wendell Nunes | DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou em entrevista exclusiva ao Diário que considera “injusta” a prisão domiciliar e julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e defendeu a construção de uma anistia no Congresso Nacional como forma de “pacificação” no País. Ele ainda elogia Bolsonaro, o qual ele avalia como uma "fortaleza moral e intelectual".

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“Estou vendo com apreensão esta questão, não acredito em elementos para ele ser condenado. Infelizmente hoje não posso falar que confio na Justiça por tudo que a gente tem visto. Fico muito preocupado com o enredo que se montou. A gente tem que analisar as coisas sempre do ponto de vista estritamente jurídico e técnico”, ressalta.

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Tarcísio, que foi ministro da Infraestrutura durante o governo Bolsonaro, disse ter convicção da inocência do ex-chefe do Executivo. “Eu fui testemunha de defesa do presidente. Eu estive com ele cinco vezes entre novembro e dezembro. Bolsonaro nunca mencionou absolutamente nada de virada de mesa. Eu era um ministro muito próximo do presidente, como sou até hoje. Ele se tornou um grande amigo”, declara.

Para o governador, não há elementos que comprovem as acusações de que Bolsonaro teria articulado uma ruptura institucional. “Se uma pessoa está planejando uma virada de mesa, qual o sentido de nomear os comandantes militares indicados pelo próximo governo? Se vai ter uma virada de mesa, por que nomeou uma pessoa para conduzir a transição?”, questiona.

Tarcísio também criticou a condução das investigações. “Se fala tanto em documento disso ou daquilo, mas aconteceu alguma coisa? Foi convocado Conselho de Defesa, Conselho de Segurança, Conselho da República? Nada. Então, me preocupa como essas coisas estão sendo conduzidas. Para mim, tem uma sentença que já está dada, independente de qualquer coisa”, afirma.

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O governador disse acreditar que a saída para a crise é política e deve ser construída pelo Congresso. “A gente vai trabalhar para que uma anistia seja construída. É um remédio político e garante a pacificação. O Congresso tem que ter sua prerrogativa respeitada. Essa solução não é novidade, esteve presente em outros momentos da história do Brasil”, diz, citando episódios como a Revolta da Chibata, a Revolução de 1932 e a anistia de 1979.

Ao ser questionado sobre o indulto, Tarcísio afirmou que, caso fosse presidente, essa seria sua primeira medida. “Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, conclui.

 




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