Setor de combustíveis Dos 400 mandados cumpridos no País, dois foram em São Caetano, um em Diadema e um Mauá; PCC estava no comando do esquema
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Com o objetivo de desmantelar esquema de fraudes e de lavagem de dinheiro operado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis, três grandes operações – Carbono Oculto, Quasar e Tank – foram realizadas ontem no País. Em dez Estados, 400 mandados judiciais, incluindo 14 de prisão, foram cumpridos pela Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público, inclusive na Avenida Faria Lima, centro financeiro de São Paulo. No Grande ABC, os agentes estiveram em dois endereços de São Caetano, um de Diadema e outro em Mauá. Seis suspeitos foram presos e oito são procurados.
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As medidas judiciais levaram ao bloqueio e sequestro de cerca de R$ 3,2 bilhões em bens e valores. Os grupos criminosos movimentaram, de forma ilícita, aproximadamente R$ 140 bilhões. A Operação Carbono Oculto buscou desmantelar fraudes e sonegação fiscal no setor de combustíveis, articuladas por organizações criminosas. A Quasar e a Tank tiveram como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituições financeiras. As investigações identificaram um esquema sofisticado que utilizava fundos de investimento para ocultar o patrimônio de origem ilícita. Só no âmbito da PF, segundo o diretor da entidade, 141 veículos foram apreendidos; 1.500 veículos foram sequestrados; mais de R$ 300 mil em dinheiro apreendidos; mais de R$ 1 bilhão bloqueados. Foram também apreendidos ou sequestrados 192 imóveis e duas embarcações. Além disso, 21 fundos de investimentos tiveram bloqueio total, além de ações em relação a 41 pessoas físicas e 255 jurídicas. Segundo a subsecretária de fiscalização da Receita Federal, Andrea Chaves, a estrutura criminosa envolveu toda cadeia de combustíveis, desde a importação até o consumidor final, passando pelas etapas de produção, distribuição e comercialização. “E, na parte financeira, atuou na ocultação e na blindagem de patrimônio, em um esquema semelhante à ocultação de sócios de paraísos fiscais”, acrescentou. “Para que a gente tenha uma noção, são cerca de 1.000 postos de combustíveis em mais de dez estados, movimentando R$ 52 bilhões. Uma fintech atuava praticamente como um banco paralelo do crime organizado”, acrescentou. Os postos de gasolina citados pela subsecretária estão localizados em São Paulo, Bahia, Goiás, Paraná, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Maranhão, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. “Conseguimos decifrar o caminho do dinheiro, que é muito sofisticado, com muitas camadas, envolvendo fundos fechados . Para chegar no patrimônio do criminoso, você precisa da inteligência dos auditores-fiscais, que abriram as contas e entenderam o caminho do dinheiro”, afirmou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
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