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Grande ABC ganha quase 4.000 moradores em um ano, diz IBGE

Santo André e São Caetano foram os municípios que tiveram maior crescimento populacional; Brasil tem 213,4 milhões de habitantes

28/08/2025 | 15:36
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Grande ABC ganhou quase 4.000 moradores em um ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A população da região passou de 2.789.011 habitantes em julho de 2024 para 2.792.766 no mês passado, representando uma variação de apenas 0,13% e um acréscimo de 3.755 pessoas. Já o Brasil atingiu 213,4 milhões de habitantes em 2025.

Santo André (0,43%) e São Caetano (0,34%) lideraram o crescimento populacional no período, com suas populações aumentando de 778.711 para 782.048 e de 172.109 para 172.693 moradores, respectivamente. Também registraram leve alta São Bernardo (0,08%), Ribeirão Pires (0,06%) e Rio Grande da Serra (0,02%). Por outro lado, Diadema (-0,13%) e Mauá (-0,09%) apresentaram queda, com perda conjunta de 905 habitantes.

É importante destacar a diferença entre o Censo Demográfico, realizado a cada dez anos, e as projeções populacionais anuais do IBGE. Enquanto o Censo faz a contagem direta da população e domicílios, as estimativas levam em conta indicadores como taxas de natalidade e mortalidade. 

DGABC

Na comparação entre as pesquisas, foi registrada alta de 3,6%. Em 2022, o Grande ABC tinha 2.696.530 habitantes, ou seja, crescimento de 96.236 moradores em três anos. 

A socióloga Isadora Brizola explica que muitos deslocamentos residenciais ocorrem na própria metrópole expandida em um caso clássico de migração intrametropolitana. “Essa é uma realidade para o paulistano, as famílias procuram cidades mais acessíveis, menos congestionadas e com boa infraestrutura, atrativos presentes em Santo André e São Caetano”, destaca a especialista. 

Isadora explica ainda que esse tipo de migração reflete um novo tipo de mobilidade, menos ligada ao trabalho e mais orientada pelo desejo de viver melhor. “Famílias fogem do caos metropolitano e se reorganizam em territórios que ainda oferecem vida urbana com qualidade. A mobilidade nesse ponto tem forte impacto na decisão de moradia. A localização geográfica de São Bernardo, Santo André e São Caetano, mais próximas da Capital, facilita o deslocamento diário. Com a sobrecarga da mobilidade intermunicipal, muitas pessoas buscam reduzir o tempo de trajeto mudando-se para cidades mais bem conectadas por trem (CPTM), metrô ou corredores de ônibus”, finaliza a socióloga.

BRASIL

Entre os 5.571 municípios brasileiros, 2.079 (37,3%) tiveram redução populacional, 3.011 (54%) registraram crescimento entre 0% e 0,9%, faixa onde se encontra o Grande ABC, e apenas 122 (2,2%) cresceram 2% ou mais.

A pesquisa também destaca que, dos 15 municípios com mais de um milhão de habitantes, 13 são capitais estaduais, reunindo 42,8 milhões de pessoas — 20,1% da população do País. São Paulo segue como o mais populoso, com 11,9 milhões, seguido por Rio de Janeiro (6,7 milhões) e Brasília (3 milhões). Guarulhos e Campinas, ambos em São Paulo, são as únicas cidades dessa lista que não são capitais, com 1,3 milhão e 1,2 milhão de habitantes, respectivamente.

Em relação às cidades menos populosas, as cinco menores são Serra da Saudade (MG), com 856 habitantes; Anhanguera (GO), 913; Borá (SP), 932; Araguainha (MT), 997; e Nova Castilho (SP), com 1.072 moradores.

A Região Metropolitana de São Paulo, que inclui o Grande ABC, permanece como a mais populosa do País, com 21,6 milhões de habitantes, seguida pelas regiões metropolitanas do Rio de Janeiro (12,9 milhões), Belo Horizonte (6 milhões) e pelo Distrito Federal e entorno (4,8 milhões).

As estimativas mostram ainda que as 27 capitais estaduais concentraram 49,3 milhões de habitantes em 2025, ou cerca de 23,1% da população nacional.




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