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Justiça reduz penas dos quatro condenados pelo incêndio na Boate Kiss

Desembargadores decidiram por unanimidade, mas decisão ainda cabe recurso

Ana Freitas
Especial para o Diário
26/08/2025 | 13:47
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FOTO: Wilson Dias/ Agência Brasil/ Arquivo
FOTO: Wilson Dias/ Agência Brasil/ Arquivo Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O TJRS (Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul) reduziu, nesta terça-feira (26), as penas dos quatro condenados pelo incêndio que ocorreu na Boate Kiss, em Santa Maria (RS). A sessão de julgamento dos recursos das defesas dos réus ocorreu na sede do TJRS, em Porto Alegre, os advogados tiveram 15 minutos cada para sustentação oral dos argumentos. 

Por unanimidade, a pena foi fixada em 12 anos de prisão aos sócios da boate, Elissandro Callegaro Spohr e Mauro Londero Hoffmann. Antes, as penas eram respectivamente de 22 anos e seis meses para Elissandro, e 19 anos e seis meses de prisão para Mauro.

Já o músico Marcelo de Jesus dos Santos e o produtor musical Luciano Bonilha Leão tiveram a pena reduzida para 11 anos, que anteriormente haviam sido condenados a 18 anos cada. Os quatro condenados permanecem presos.

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Vale ressaltar que a decisão ainda cabe recurso. Em 2021, os réus foram condenados por homicídio com dolo eventual pela morte de 242 pessoas e lesões em mais de 600 vítimas.

Relembre o caso

No dia 27 de janeiro de 2013, 242 pessoas morreram após um incêndio na casa noturna "Kiss", que ficava localizada no centro da cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Ao todo, cerca de 636 pessoas ficaram feridas na tragédia.

O incêndio se deu pelo uso de artefatos pirotécnicos, dentro da boate, durante uma apresentação musical. Na ocasião, as faíscas de sinalizadores luminosos atingiram a espuma de isolamento sonoro, no teto da casa, o que resultou em um rápido alastramento do fogo, além de gerar uma fumaça tóxica que sufocava as vítimas, foi a principal causa das mortes. O desastre é considerado a maior tragédia do Rio Grande do Sul e a segunda maior do país em número de vítimas de um incêndio.

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