Operação Estafeta Renata Abreu disse que, segundo informações, a operação da polícia não tinha mandado de busca e apreensão relacionado ao prefeito
FOTO: André Henriques/DGABC

A presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, afirmou que a defesa do prefeito afastado de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos), deve pedir a anulação da operação da PF (Polícia Federal), deflagrada em 14 de agosto, sob alegação de que as provas teriam sido obtidas de forma irregular.
Em entrevista ao portal Metrópoles, a podemista disse: “o temos de informação é que foi uma operação totalmente ilegal, que não tinha mandado de busca e apreensão. Estavam buscando uma outra pessoa que não tinha relação nenhuma com ele (prefeito)”.
A Polícia Federal teria descoberto por acaso o suposto esquema durante uma operação. O inquérito começou em julho deste ano, após a apreensão de R$ 14 milhões em espécie — parte em reais e parte em dólares —, com o ex-funcionário da Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), apontado pela PF como o operador financeiro do suposto esquema envolvendo pagamento de propina em contratos entre a Prefeitura e empresas nas áreas de transporte, saúde, tecnologia e limpeza.
“O mandado que tinham era de prisão para um cidadão que não tinha nada a ver e acabaram fazendo uma busca e apreensão na casa de um outro cidadão e sem o mandado”, destacou Renata ao portal.
Segundo a PF, parte do dinheiro obtido com o suposto esquema teria sido usada para pagar despesas pessoais do prefeito e de familiares, por meio de depósitos fracionados para driblar os sistemas de controle, como o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). O Paço seria um dos pontos de gerenciamento das transações, segundo a polícia.
Logo após a operação da PF em São Bernardo, a executiva da sigla saiu em defesa de Marcelo Lima, destacando o direito a ampla defesa e respeito às garantias legais. "Confiamos na lisura da conduta de Marcelo Lima e acreditamos também ser necessária prudência em relação todo tipo de manifestação leviana, sem as devidas informações acerca das recentes investigações. "
No último dia 18, o MP-SP (Ministério Público do Estado de São Paulo), apresentou denúncia contra dez pessoas citadas na investigação da PF. Entre os denunciados, além de Marcelo Lima, estão o primo do prefeito e presidente da Câmara, Danilo Lima (Podemos) – afastado da presidência Legislativo –, o vereador Ary de Oliveira (PRTB), também afastado, e Paulo Iran.
Também constam na denúncia o secretário de Coordenação Governamental, Fábio Augusto do Prado, o diretor de departamento na Pasta, Antônio Rene da Silva Chagas, o servidor da Câmara Roque Araújo Neto, e o ex-secretário municipal de Administração Paulo Sérgio Guidetti. Os empresários Caio Henrique Pereira Fabbri e Edimilson de Deus Carvalho completam a lista de denunciados.
Os investigados, caso comprovadas as denúncias, poderão responder por organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, crimes cujas penas somadas chegam a 39 anos de prisão.
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